O zagueiro Bruno Uvini conseguiu a rescisão indireta com o Esporte Clube Vitória após decisão judicial do juiz Alexei Malaquias Almeida, que confirmou os sucessivos atrasos salarias e irregularidades no recolhimento do FGTS (último recolhimento foi feito em janeiro deste ano). O defensor processou o clube e cobra R$ 5 milhões do clube.
Após repercutir na imprensa sobre a ação movida por Bruno Uvini, o Vitória se pronunciou por meio de nota e informou que o jogador fazia treinamento especial para ter “melhores condições para seu aproveitamento”. O clube também afirmou que o atleta “abandonou atividades indicadas” e que pretendia “desvencilhar-se das suas obrigações contratuais construindo uma narrativa que lhe permita alcançar objetivos óbvios”.
O advogado do defensor, João Chiminazzo, garantiu que a alegação do Vitória não tinha fundamento e que Bruno Uvini compareceu a todos os dias de trabalho no clube.
“Essa alegação não tem fundamento algum. O Bruno nunca faltou a um único dia de trabalho. Ele é profissional exemplar e sempre cumpriu com suas obrigações. Depois do ingresso da ação, o Bruno, por Lei, não é obrigado mais a comparecer no clube, mesmo porque pedimos no processo a rescisão contratual. Então não se pode falar em abandono. E o Vitória não alegou isso na defesa. Muito pelo contrário, na defesa confessa o atraso no pagamento de salários”, explicou Chiminazzo.

