Carpini descarta entregar o cargo após eliminação do Vitória: 'Sigo meu trabalho'

Carpini descarta entregar o cargo após eliminação do Vitória: ‘Sigo meu trabalho’

"Não existe possibilidade nenhuma de eu entregar o cargo", disse.

Carpini descarta entregar o cargo após eliminação do Vitória: ‘Sigo meu trabalho’
Foto: Reprodução

O técnico Thiago Carpini viu a pressão aumentar após a derrota para o Confiança, por 1 a 0, dentro do Estádio Manoel Barradas, e a consequente eliminação do Esporte Clube Vitória nas quartas de final da Copa do Nordeste. Questionado sobre demissão, o treinador descartou entregar o cargo e afirmou que segue tendo convicção no trabalho.

“O que você ouviu do torcedor eu também ouvi. Eu estava no campo também. O torcedor tem o direito. Eu sou o comandante, e o torcedor quer buscar culpado. Eu tenho muita culpa e preciso assumir, mas não existe chance nenhuma de entregar o cargo. Zero. Eu vou trabalhar porque isso é minha vida. Nada muda da minha parte. O dia que eu entender que não é mais o caminho vocês vão saber rápido. Eu não jogo a toalha, eu tenho convicção no meu trabalho”, disse. 

“Reconheço que estamos errando, falhando muito, que foi uma noite trágica e vergonhosa, mas em relação a demissão, não tenho medo. Se eu tivesse medo, não tinha vindo aqui ano passado. Foi um golpe doído, mas temos que juntar os cacos e seguir trabalhando”.

“A gente fez um jogo abaixo do que quando paramos, a gente estava perto de encontrar um caminho. Hoje cometemos muitos erros. Não encontramos a formação que entregue o que a gente precisa. Temos que seguir trabalhando para encontrar esse caminho. Não é vexatório só para o torcedor, é vexatório para nós também. Talvez a derrota mais pesada que já tivemos aqui no Vitória. O mínimo que devemos é ter vergonha na cara, começando por mim, enquanto comandante”.

“É ingrato para um jogo de mata, mas é a competição. O que tirou o Vitória não foi o modelo de disputa, foi nosso jogo apático e ruim. A gente tinha informações do Confiança, sabíamos o que deveríamos fazer. A gente sabia que era uma equipe que não vinha em bom momento, mas que jogaria a vida. Mais uma vez temos uma eliminação precoce e vexatória, isso nos entristece muito. Agora é focar no que resta para o Vitória, a gente sabe o tamanho da importância que é a Série A para o Vitória”.

Carpini explicou a formação com três zagueiros: “Três zagueiros não significa um esquema defensivo. E o fato é que a gente volta de um recesso de 30 dias contra uma equipe que jogou no fim de semana. Eu estava preocupado em não sofrer gols, sabia que não seria um jogo fácil, de goleada. A gente teve alguma situações que poderia ter feito o gol. Outro ponto é que ainda estamos buscando encontrar o time ideal e a formação, estamos oscilando muito. Alguns jogos estamos muito concentrados, em outros demorados para entrar no jogo. No primeiro tempo a gente sofreu menos, no segundo tempo, com linha de quatro, corremos mais riscos”.

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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