Ex-presidente do Esporte Clube Bahia, Marcelo Sant’Ana comentou sobre a administração do Grupo City no Bahia, e as críticas de parte da torcida pela não contratação de um goleiro de alto nível e um centroavante. Apesar dessas carências, o gestor elogiou o elenco, afirmando ser competitivo, e destacou a evolução do clube nesses três anos de Grupo City.
“Eu acredito que o Bahia tem um elenco competitivo, tem evoluído ao longo desses três anos com o Grupo City na administração, entendo algumas críticas da torcida, porque quando o Bahia adotou o modelo de SAF e teve o Grupo City como parceiro, a expectativa sempre de altos investimentos. Agora, é a questão cultural do Brasil. Estão questionando agora o goleiro e o centroavante. Se acertarem nas contratações de goleiro e centroavante, aí vão questionar o lateral direito, aí depois vão questionar um zagueiro. Essa insatisfação do torcedor, ela é compreensível, é parte da nossa cultura”.
“O Bahia, com o City, já trouxe três centroavantes, Everaldo, o Lucho e o William José. Então, se o investimento aconteceu na posição, se atende ou não atende a expectativa, até que ponto. Houve uma entrega de performance ideal ou não, mas o Lucho como negócio foi espetacular para o clube”.
“A posição de goleiro, eu acredito que o próprio Marcos Felipe, a torcida teve um papel determinante ali na saída do jogador. Não acho que ele é um atleta brilhante, mas acho que poderia estar dentro do grupo do Bahia, como o próprio Ronaldo é também, um atleta de um nível de Série A. Às vezes não é aquele nível de Série A que o torcedor deseja, mas é um atleta que entrega a performance em alguns momentos”.

