Durante apresentação do projeto do novo centro de treinamento, que custará R$ 300 milhões e está previsto para ser entregue em 2027, o CEO do Grupo City, Ferran Soriano, afirmou que o Esporte Clube Bahia tem o desejo de participar da gestão da Arena Fonte Nova e fazer investimentos, mas destacou a boa relação com a empresa que administra o equipamento.
“O Bahia está contente aqui na Arena Fonte Nova, o número de torcedores é grande, mas até um jogo como o de ontem, a gente tinha 30 mil pessoas e a capacidade são 50 mil, então ainda temos capacidade. Bom relacionamento com a empresa que gerencia a Fonte Nova e estamos bem, no futuro obviamente o Bahia quer participar da gestão do estádio, quer fazer investimentos e estamos trabalhando nisso com boa sintonia, com o grupo que tem a Fonte Nova hoje e também como vocês escutaram com o governador e com todas as administrações públicas”, disse o CEO do Grupo City.
Desde que assumiu o Bahia, o City Football Group vem tendo diálogos com o Governo do Estado para vários projetos, e demonstrou o interesse de administrar a Arena Fonte Nova. De acordo com o Jornal A Tarde, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) concordou em repassar a Fonte Nova ao grupo, mas pretende incluir no pacote o Estádio de Pituaçu.
A Arena Fonte Nova atualmente é administrada por um consórcio de construtoras, mas que tem seu contrato de PPP (parceria público-privada) com prazo para ser encerrado no primeiro semestre de 2028. O Bahia deve concorrer no processo licitatório para gerir o estádio, o que é visto com bons olhos pelo governo de Jerônimo Rodrigues.
Atualmente, a relação entre a empresa que administra a Fonte Nova e o Bahia tem sido prazerosa. O Esquadrão possui uma Loja Oficial e seu museu dentro da Arena Fonte Nova. Em 2024, o Bahia teve a receita recorde no Nordeste de R$ 83,18 milhões com sócio-torcedores e com bilheteria de estádio.

