Fala, Nação Tricolor! Mais uma brocança em casa, mais 3 pontos! Seguimos como o melhor mandante do Campeonato Brasileiro! Estamos a 1 ponto de ultrapassar a melhor campanha de pontos corridos da história do clube (2024).
Faltam 7 jogos — 3 na Fonte. Estamos em 5º lugar, abrimos 4 pontos do 6º e estamos a 4 pontos do 4º.
E por que ainda tem tanto Tricolor cornetando o Bahia em todo jogo, o jogo todo?
O Bahia entrou em campo contra o Red Bull Bragantino para defender sua posição de vaga direta na fase de grupos da Libertadores 2026. A Fonte Nova lotada, com 43.129 pagantes, empurrava o time desde o apito inicial.
Já o time, foi de 100 a 0 em muito pouco tempo.
Aos 6 minutos, uma cobrança de falta perfeita de Juba na cabeça de David Duarte. A bola explode no travessão.
Na sequência, chutão pra frente e Acevedo vai pra estourar… e fura.
A bola sobra pro cara do Bragantino que tromba com Arias. O filho de Xuxa fica com a sobra e sai de cara com Ronaldo, que faz o X e defende com os pés.
A bola ainda bate na trave e volta. Goleiro bom tem sorte boa.
Apagão Tricolor.
Cobrança de escanteio e cabeçada certeira. Ronaldo faz o segundo milagre na Fonte Nova. Mais um e sairia dali canonizado. Uma das defesas mais bonitas do campeonato.
Acevado, tentando ser Caio Alexandre, toca de cavadinha. Erra o passe pra David Duarte e entrega pro adversário, que toca pra Mosquera.
O maluco deu uma de Usain Bolt, venceu DVD e Arias na corrida e cruzou pra trás. A bola passou por todo mundo, mas não por Matheus Fernandes, que acabara de entrar no lugar do pivete Eric Ramires. 0x1.
Depois do gol, aos 19 minutos, o Tricolor só chegou com perigo num cruzamento de Arias pra Pulga, que chutou pra fora.
Pânico nas redes sociais!
Nos grupos de torcedores no WhatsApp, parecia que o Bahia lutava pra sair da lanterna. Ninguém prestava.
Em um grupo, Ceni era burro porque não saía do 4-4-2. No outro, Ceni era burro porque não saía do 4-3-3.
Cadê Cauly? Cadê Michel? Por que insiste com Nestor? Arias não quer mais jogar. Até quando vai deixar Willian “bunda de caruru” José em campo?
E eu, tal qual um monge no meio do fogo cruzado, vaticinei:
“Tá todo mundo ruim. Mas vamos virar. No segundo tempo entra o time de verdade. Esse é fake. Conheço meu time.”
E virou o lado!
E o jogo virou um não-jogo. O Bragantino queria o fim da partida. Se trancou lá atrás, com o rabinho encostado no poleiro (coisas do novo técnico deles). Ronaldo sumiu da tela.
E depois de 29 minutos de nada, o Bahia acordou. Cauly recebe de Arias, toca pra Jean, que entrega pra Juba.
Cruzamento na medida pra cabeça do centroavante. E Will é mizerávi. Machuca! 1×1.
DVD enxerga Cauly entre as linhas defensivas. Ele domina e serve o 10, que acabara de entrar, após menos de um mês afastado depois de retirar câncer. O gênio segura, vê Tiago esperando sair do impedimento, e toca. O menino cruza, a bola passa por Cauly e Willian Bunda de Caruru José, o centroavante com uma geladeira nas costas, gordo… vira o jogo. 2×1.
BORA BAÊA MINHA PORRA!
Comemora, torcedor! Baixem os escudos contra o treinador das duas melhores campanhas da história do Bahia em pontos corridos. O cara vai levar o Bahia pra Libertadores pelo segundo ano consecutivo.
Parem de querer saber mais do que o profissional que trabalha com isso. Sejam felizes — é melhor do que tentar ter razão.
A nossa parte é lotar o estádio! E nisso, ninguém nos vence em vibração!

