Bahia vai disputar a Libertadores pela 5ª vez e dois anos seguidos de forma inédita

Bahia vai disputar a Libertadores pela 5ª vez e dois anos seguidos de forma inédita

O clube baiano participou das edições de 1960, 1964 e 1989, 2025, e agora estará presente na de 2026.

Bahia vai disputar a Libertadores pela 5ª vez e dois anos seguidos de forma inédita
Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

O Esporte Clube Bahia teve sua classificação oficializada para a Libertadores de 2026 nesta quinta-feira, com a derrota do São Paulo por 6 a 0 para o Fluminense, no Maracanã. Essa será a quinta participação do Esquadrão no torneio, e de forma inédita, por dois anos consecutivos. O clube baiano participou das edições de 1960, 1964 e 1989, 2025, e agora estará presente na de 2026.

Com 56 pontos, na 7ª posição, o Bahia não pode mais ser ultrapassado pelo São Paulo, oitavo colocado, com 48. No entanto, agora o Esquadrão vai em busca da vaga para a fase de grupos. Por enquanto, o 5º colocado garante essa vaga, mas o G-5 pode virar um G-6. Nas últimas três rodadas o Tricolor enfrenta Juventude, Sport e Fluminense.

Campeão da Taça Brasil de 1959 vencendo na decisão o Santos de Pelé, o Bahia foi o clube pioneiro do futebol brasileiro na Copa Libertadores. A primeira participação foi em 1960, na primeira edição do torneio.

Na ocasião, o Esquadrão foi eliminado na primeira fase pelo San Lorenzo-ARG, após perder o jogo de ida, na Argentina, por 3 a 0, e vencer na Fonte Nova, por 3 a 2, com gols de Carlitos, Flavio Santos e Marito. O campeão foi o Peñarol-URU, vencendo na final o Olímpia-PAR. Uma curiosidade: o argentino Sanfilippo, que mais tarde viria a defender o Bahia (marcando 48 gols em 71 jogos entre 68 a 71), marcou três gols na classificação do time argentino.

Diferente de 1960, quando apenas o campeão se classificava para a Libertadores, em 1964, tínhamos duas vagas brasileiras para o torneio (campeão e vice-campeão). No Brasileiro de 1963, o Esquadrão chegou na final, mas perdeu para o Santos por 8 a 0 no agregado. Com isso, garantiu vaga à Libertadores de 64.

Na sua segunda participação no torneio continental, o Bahia não avançou para a fase de grupos após ser eliminado pelo Deportivo Italia com empate (0 a 0) e derrota (2 a 1) em dois jogos disputados no Estádio Olímpico de Caracas, na Venezuela. O campeão foi o Estudiantes-ARG vencendo na final o Nacional-URU por 3 a 0 no agregado.

O Bahia só voltou a disputar a Libertadores 25 depois, em 1989, após ser bicampeão brasileiro, comandado por Evaristo de Macedo, e derrotando na final o Internacional. Na sua terceira participação, o Esquadrão terminou na liderança do Grupo 2, com 10 gols (quatro vitórias e dois empates).

O grupo do Bahia tinha Deportivo Táchira, Internacional e Marítimo. Nas oitavas de final, o Esquadrão eliminou o Universitario, empatando por 1 a 1 na ida e vencendo por 2 a 1 na volta, porém, caiu para o Internacional nas quartas de final, após perder em Porto Alegre, por 1 a 0, e empatar por 0 a 0, na Fonte Nova, em um jogo com muita chuva e sem condições de acontecer. O campeão foi o Atlético Nacional, da Colômbia, vencendo nos pênaltis o Olímpia, do Paraguai.

Em 2025, o Bahia entrou na Pré-Libertadores, e passou por Boston River e Atlético Nacional. Na fase de grupos, o Esquadrão chegou a ter a classificação encaminhada após as três primeiras rodadas, mas com as derrotas para Nacional-URU, Atlético Nacional e Internacional, o Tricolor acabou eliminado.

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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