O que mudou no ataque do Bahia com as chegadas de Erick Pulga e Kayky?

O que mudou no ataque do Bahia com as chegadas de Erick Pulga e Kayky?

Mudança coletiva: o ataque mais elástico

O que mudou no ataque do Bahia com as chegadas de Erick Pulga e Kayky?
Foto: Catarina Brandão/EC Bahia

A temporada de 2025 marcou um novo momento ofensivo para o Esporte Clube Bahia. A chegada de Erick Pulga e o retorno de Kayky mexeram não apenas com o setor de ataque, mas também com a forma como o time se organiza em campo. O torcedor rapidamente percebeu a diferença: mais movimentação, maior pressão na saída adversária e um jogo de transição mais dinâmico. E, para quem acompanha o futebol com atenção aos detalhes, as estatísticas ajudam a entender melhor o impacto dessa dupla. No meio de tantas análises, vale mencionar que a motivação e a leitura de jogo têm influenciado resultados em campo, como se vê em plataformas de previsão e desempenho como 1win bet.

Erick Pulga: o motor de movimentação

Erick Pulga chegou ao Bahia após uma boa passagem pelo Ceará, onde marcou 13 golos em 35 jogos na Série B de 2024. No Brasileirão de 2025, soma 16 jogos, 2 golos e 3 assistências. Pode parecer pouco, mas o impacto dele vai além dos números. O atacante atua muito bem entre as linhas, recua para ajudar na construção e puxa contra-ataques com velocidade.

Em campo, Pulga oferece o que os treinadores chamam de “profundidade com inteligência”. Ele não é o ponta clássico colado à linha lateral, nem o nove fixo dentro da área. Movimenta-se, atrai marcadores e abre espaços para os meias aparecerem. O Bahia passou a criar mais situações de finalização após a sua chegada, especialmente em jogadas de transição rápida.

Alguns números confirmam essa mudança:

  • 0,31 participações diretas em golo por jogo (golos + assistências)
  • 1,7 finalizações certas por partida
  • 80% de passes certos na zona ofensiva

Estes dados mostram um jogador que participa do jogo coletivo e melhora a eficiência da equipa mesmo sem marcar tanto.

Kayky: a amplitude e o drible

Kayky, por sua vez, trouxe algo que faltava ao ataque do Bahia: profundidade pelos flancos. O jovem formado no Fluminense e com passagem pelo Manchester City entrou no time para dar largura e drible. Em 2025, disputou 24 jogos, marcou 1 golo e deu 2 assistências. Pode parecer discreto, mas ele cria muito mais do que finaliza. Com ele em campo, o Bahia passa a empurrar os adversários para trás, abrindo espaço para os meias e laterais.

O mapa de calor do jogador mostra presença constante na ala direita e incursões pelo centro, alternando com os avançados. A técnica no um contra um é uma das suas principais armas. Quando acerta, desequilibra defesas.

Entre os pontos mais marcantes da sua atuação estão:

  1. Alta taxa de dribles certos – 63% de aproveitamento nas tentativas.
  2. Criação de jogadas perigosas – média de 1,4 passes-chave por jogo.
  3. Movimentação sem bola – importante para abrir espaços aos colegas.

Com Kayky, o Bahia ganhou um tipo de jogador que acelera e quebra linhas, essencial para desmontar defesas mais fechadas.

Mudança coletiva: o ataque mais elástico

Com Pulga e Kayky juntos, o Bahia passou a alternar melhor as jogadas ofensivas. Antes, dependia muito de bolas paradas e cruzamentos longos. Agora, o time tem mais jogadas curtas, triangulações e infiltrações em velocidade. Essa mudança também aparece nas estatísticas gerais do ataque.

O time subiu de uma média de 1,1 golo por jogo em 2024 para 1,4 em 2025. O número de finalizações também aumentou: de 9,3 para 11,8 por partida. Isso indica que o Bahia está a produzir mais oportunidades, mesmo que a conversão ainda possa melhorar.

Essas mudanças foram acompanhadas por outros fatores:

  • Maior pressão no campo adversário, com Pulga forçando erros na saída de bola.
  • Melhor ligação entre meio e ataque, graças à mobilidade de Kayky.
  • Diversificação das jogadas, o que torna o Bahia menos previsível.

O treinador aproveitou bem essa versatilidade. Pulga e Kayky trocam de posição, confundem defesas e facilitam a chegada de jogadores como Cauly e Everaldo. O resultado é um ataque mais elástico, com diferentes formas de ameaçar o adversário.

O impacto visível em campo

Mais do que os golos, a presença de Pulga e Kayky trouxe ao Bahia uma nova identidade ofensiva. A equipa está mais vertical, mais confiante e com um toque de criatividade que faltava. Mesmo quando não marcam, participam. Criam, arrastam marcações, deixam companheiros em condições de finalizar.

Os adeptos já notam essa diferença. O Bahia parece ter encontrado um equilíbrio raro entre juventude e eficiência. O estilo de jogo ficou mais leve, com boas ligações em transições curtas e jogadas de ultrapassagem. Tudo indica que o ataque, embora ainda em construção, ganhou um novo fôlego com a chegada de dois jogadores complementares.

Erick Pulga e Kayky não são apenas reforços. Representam uma nova fase do Bahia, mais moderna, rápida e ousada. O ataque tricolor, que antes dependia de lampejos, agora tem identidade. E, dentro do futebol brasileiro, isso vale tanto quanto um golo marcado.

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Autor(a)

Redação Futebol Baiano

Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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