No mais novo episódio do Sport Insider, disponível a partir desta terça-feira (23), às 18 horas, o convidado de Rodrigo Capelo é o empresário fundador da Squadra Sports: Guilherme Bellintani, que é formado em direito, mas atua como dirigente no futebol nacional. Conhecido pelos seus seis anos de gestão à frente do Bahia e responsável por tornar o Tricolor de Aço parte do Grupo City, agora está movimentando o mercado nacional em busca de valorizar clubes de porte menor. Além disso, está interessado em investir no mercado belga e de terceira divisão portuguesa, para servir de porta de entrada para brasileiros que possam jogar na Europa.
Com a responsabilidade de gestão profissional para capitação de recursos e manutenção da saúde financeira de pequenas SAFs, Bellintani explicou toda a movimentação no mercado nacional, ao adquirir o Londrina, quando caiu para a terceira divisão, o Linense, clube da segunda divisão paulista e três clubes de base no Nordeste brasileiro.
“Não sou um cara bilionário, longe de ser. Em relação a desencaixe, não há nada atípico para o mercado. Não sou louco de pagar o que muita gente está pagando por clubes aqui no Brasil. São compras bem racionais, cuidadosas e de ticket não muito elevados, o que eu quero é valorizar o clube”, afirmou Guilherme, explicando que precisa conciliar o pagamento da dívida de compra no médio-longo prazo com os custos de manter o clube ativo no prazo imediato. Para ele, a gestão do negócio não é apenas a injeção de capital próprio. “Não tenho essa grana para ser o sustentador único, fazemos uma estratégia que, por camadas, vamos conseguindo fazer um projeto bem robusto financeiramente”, apontou.
Conhecedor do modus operandi do futebol brasileiro desde clubes menores até a elite nacional e em constante conversas nos bastidores, Bellintani defende uma figura polêmica do meio:
“Os clubes têm mania de falar mal dos agentes, que eles são oportunistas. Não é verdade. Eu respeito demais o trabalho de um agente de futebol, ele faz um trabalho de organizar a cabeça do jogador. Cerca de 80 a 90% dos agentes com quem lidamos, em nível Série A ou B, são pessoas boas, qualificadas e equilibradas, sob o ponto de visão financeira”. Um diagnóstico que revela muito sobre os desafios modernos da gestão esportiva, de lidar com interesses distintos ao mesmo tempo em que não pode abrir mão das boas práticas para manter a saúde financeira de um clube no qual há um projeto de investimento.
O 20º episódio da primeira temporada mostra questões de como conduzir uma gestão profissional com resultados plausíveis. A austeridade para tornar o futebol brasileiro mais lucrativo e com dívidas que se encaixam dentro dos orçamentos. Além disso, mostra que o empresário de SAF pode investir em outras áreas ligadas ao esporte, como plataformas de comunicação ou reestruturação de dívidas e ter um leque diversificado de produtos rentáveis sem ferir princípios éticos de competitividade.
Se você gosta de futebol, mercado financeiro e gestão de clubes e de pensar o esporte de forma estratégica, este é um daqueles episódios imperdíveis.
Assista ao episódio na íntegra:

