Reeleito como presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota será bastante cobrado pelo torcedor nesses próximos três novos anos de mandato para a implementação da SAF. O clube contratou um escritório especializado no assunto para construir o modelo da SAF, mas o processo ainda está lento.
Na última sexta-feira (12), durante entrevista ao programa Garra do Leão, da Metrópole, um dia antes de ser reeleito, Fábio Mota comentou os desafios enfrentados pelos clubes do Nordeste no futebol brasileiro, como logística mais complexa, longas viagens e orçamentos reduzidos impactam diretamente a competitividade das equipes da região.
Ele admite que a adoção do modelo de SAF pode representar um avanço em termos de investimento e competitividade, especialmente para clubes nordestinos. No entanto, o dirigente reiterou que a dificuldade está na escassez de investidores e na falta de segurança jurídica no cenário atual do futebol brasileiro.
“Dos quatro que caíram, três são do Nordeste. Sport, Fortaleza e Ceará. Aqui a logística é mais difícil. As viagens são mais longas porque a gente está mais distante, os orçamentos são os menores. A dificuldade de pouco investimento. A SAF viria para o Vitória para melhorar a competitividade. Eu acho que sim, que para qualquer clube do Nordeste, para o Brasil inteiro, mas para o clube do Nordeste, com a SAF, o investimento traria a competitividade no clube”.
“O problema não é só se ficar SAF, SAF, SAF. Sim, mas qual SAF? Qual é o investidor? Porque não é só o Vitória. Ou não existe investidores no mercado para o futebol brasileiro nesse momento. A última SAF feita foi a do Bahia e de lá para cá não teve mais investidor externos, porque não tem segurança jurídica”.

