O Esporte Clube Vitória foi atropelado pelo Red Bull Bragantino, na noite desta quarta-feira (03), no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, em duelo atrasado da 34ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Em entrevista após a partida, o técnico Jair Ventura lamentou a péssima atuação da equipe, mas evitou dar desculpas.
“Hoje não tem desculpa. Os caras foram superiores. Simples assim. Venceram com méritos. Tem que saber perder. Não tem choro. Paciência. Agora é ganhar. Como é que eu vou chegar aqui e contar história? A gente vinha de cinco jogos de invencibilidade e um gol sofrido. Desde que chegamos, a gente não tinha passado por isso. É chover no molhado. 4 a 0 e tudo que eu falar é desculpa de perdedor. São 13 jogos aqui, nenhuma vez tinha vivido isso. Jogo para ser esquecido”.
“Não foi só sistema defensivo. Fizemos jogo muito abaixo todos nós. Que bom que foi só uma vez dentro de 13 que estamos aqui. Seria pouco inteligente ter a solução e não ter mudado. Um dia abaixo. Agora é pensar no próximo jogo”.
Jair Ventura afirmou que não se surpreendeu com o Bragantino. “Não [surpreendeu]. Jogou assim contra o Fortaleza. Eles foram muito melhores que o Fortaleza. Mas a gente se apega ao desempenho, e ele repete a equipe. A gente preparou o time. A gente não trabalhou porque o nosso time que iniciou [contra o Bragantino] fez só bola parada. Senti eles fisicamente acima da gente. Mas eu sou profissional do futebol e tenho que falar as coisas que acontecem. Todas as nossas semanas cheias, os nossos resultados foram muito melhores. Mas o resultado já foi. Esse resultado não define o nosso trabalho. É convocar a nossa torcida. Jogo difícil. O São Paulo não vem de férias. A minha maior frustração vai ser a gente não vencer o nosso jogo e quem a gente poderia passar também não”.
“O Red Bull é um sonho para todos os profissionais. Jogadores de qualidade. Equipe bilionária, SAF bilionária. Por isso também a superioridade deles hoje. Não tem como esconder. O Pitta, quem trouxe para o Brasil, foi a gente. O Barbosa ajudou a gente a eliminar o Fluminense na Copa do Brasil. O Gabriel foi meu titular no Corinthians. Eles vão pegando destaques. E o Jhon Jhon que é um jogador imarcável. Por isso ele tem proposta da Europa. Ele é diferente. Não é sobre a gente não marcar. Neutralizamos o Palmeiras, mas não é sempre que a gente consegue. O Vitória é gigante, mas a gente tem uma realidade financeira. O Jhon Jhon veio da onde? Imagine você comprar um jogador do Palmeiras. Tem dias que a gente vai ser superado. Eu sou extremamente competitivo. E eu aprendi uma coisa na vida com um cara lá em casa que é saber perder”.

