Em entrevista ao Globo Esporte Bahia, o atacante Renato Kayzer falou sobre as grandes emoções que viveu na primeira temporada com a camisa do Esporte Clube Vitória. O atacante teve um início arrasador, com três gols nos dois primeiros jogos, mas encarou jejum e só retomou o posto no time titular nas últimas rodadas. O centroavante fez uma avaliação positiva do ano pelo tricolor.
“Disputei uma final de campeonato internacional, e passei nesse ano por um momento difícil, brigando por rebaixamento. Quando você disputa a final, já tem credibilidade para estar ali. Tem a tensão de ser campeão, mas isso é consequência, dentro de campo são detalhes. Mas jogar contra um rebaixamento é colocar muita coisa em risco, muitos empregos e funcionários que dependem do clube. Tinha muito mais que um título em risco”, avalia.
“A tensão vai muito acima do normal, não só para nós jogadores, mas para os funcionários e torcedores. Foi decidido no último terço do jogo, ficou mais emocionante que o normal. Mas, graças a Deus, deu tudo certo. Disputar um jogo de sobrevivência é mais tenso, mais difícil”, completou.
O atacante lembrou a arrancada do time, que fechou os dez últimos jogos com a sexta melhor campanha do Campeonato Brasileiro. “O Vitória tinha alguns objetivos durante o ano. Infelizmente não pude estar em campo para ajudar na Sul-Americana. Infelizmente a gente não foi tão bem, como nós queríamos. Mas o objetivo de permanência era o mais alto e difícil. É uma competição muito disputada. Graças a Deus deu certo, e tivemos um bom final de campeonato. Nas últimas dez partidas acho que estávamos no G-10, entre os primeiros. Conseguimos ficar na Série A, isso dá prestígio e credibilidade para o clube fazer um grande ano em 2026”, opina o atacante.
Kayzer manteve a titularidade na maior parte dos jogos, mas chegou a perder o posto para Renzo López e começar quatro partidas no banco de reservas . “Normal, sou um atleta profissional. Tem momentos no ano que a gente não está bem, somos seres humanos. Às vezes o emocional acaba abalando, mas as coisas são assim no futebol. Temos que continuar trabalhando da melhor maneira possível para poder ajudar e estar bem. Minha relação com ele [Renzo López] é boa, a gente sempre está conversando no dia a dia. Quem for acionado para jogar vai dar o melhor para ajudar o Vitória sempre”.

