Em entrevista para o jornalista Fred Caldeira, da TNT Sports, Rafaela Pimenta, empresária do atacante norueguês Erling Haaland, falou sobre a importância de uma administração ativa como a do Grupo City com o Esporte Clube Bahia. A brasileira, que já ganhou diversos prêmios na sua área, lembrou que Ferran Soriano, CEO do City, vem sempre a Salvador para acompanhar de perto o projeto.
“Você pega o Grupo City no Bahia, o trabalho que estão fazendo é incrível. Tem dono, porque tem uma orientação, tem um caminho. O CEO do City sai de Manchester todo mês, se não mais do que uma vez por mês, vai até a Bahia ver com os próprios olhos o que está acontecendo. O negócio só pode dar certo, e a hora que dá certo é bom para o clube, para o jogador e para o torcedor”, disse.
A empresária enfatizou que a grande preocupação dos clubes quando vão virar SAF é conseguir encontrar um proprietário responsável e que não visa apenas retorno financeiro, mas sim uma glória esportiva e representatividade.
“A grande mudança aqui é a entrada da propriedade. A minha preocupação, que eu vejo que é na Europa e que é aqui também, é quem é o proprietário, em qual sentido. O proprietário entrou porque está buscando uma glória esportiva, uma representatividade, e o retorno do investimento faz parte. Até aí está tudo bem. O que me incomoda é quando entram propriedades que estão só buscando retorno financeiro. Essa é a grande preocupação com fundos de investimento no futebol, porque o fundo de investimento é cego. O fundo de investimento tem um gerente, esse gerente tem uma meta e essa meta tem que ser atingida, custe o que custar. E se ele não atingir a meta, ou vai vir o próximo gerente, ou eles vão sair fora”.

