Em entrevista ao Aratu Notícias, o presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, comentou sobre os desafios do clube para a temporada 2026 e foi perguntado sobre a transformação em SAF, algo que vem sendo bastante cobrado pela torcida. O mandatário admite que é a solução mais rápida para resolver os problemas, mas que precisa ser uma SAF de verdade, e não qualquer uma.
“Eu fui reeleito pelo voto do sócio torcedor, o que nos dá mais responsabilidade com o tamanho de uma vitória dessa, a maior vitória da história do clube. Com certeza a cobrança vai ser no mesmo nível, vai permitir que assim a gente possa fazer um planejamento mais tranquilo, porque a gente fez a maioria do conselho deliberativo, a maioria do conselho fiscal, e focar nos verdadeiros problemas do Vitória, que são muitos daqui para frente”, disse.
“A SAF é a solução mais rápida para se resolver os problemas. É difícil você fazer futebol no Nordeste, em função da logística, em função das viagens e por aí vai. O investimento melhora o seu nível de competitividade. O problema é que não pode ser qualquer SAF. Nós chegamos no Vitória e estava na Série C, trouxemos o Vitória para a Série A, para a Sul-Americana, vamos jogar nossa terceira Série A consecutiva. Fomos campeões da Série B, ganhamos o Campeonato Baiano do ano passado. O Vitória está em reconstrução”.
“O patrimônio do Vitória nesse período foi triplicado. Só para você ter ideia, tinha seis campos, tem 12. Fizemos a Academia do Leão, adquirimos ônibus novos, camarotes novos. Vamos entregar agora, até o meio do ano, o novo CT do Vitória, o primeiro CT do futebol feminino do Brasil e mais dois campos para a questão de base. Ou seja, todo um trabalho de reconstrução de uma equipe que não pode ser destruída de um dia para o outro. Então, a SAF é o caminho, mas uma SAF de verdade”.
“Quando nós assumimos o Vitoria, o Vitória tinha 4 mil sócios. O Vitoria chegou a ter 44 mil sócios, hoje está em torno de 35. A média de público do Estado de Manoel Barradas era 3.700. Finalizamos o ano com 23 mil de média de público. Eu acho que a geração colossal, como a gente chama, que é a nova geração, abraçou o projeto de 22 e veio junto para o Vitoria atual. A torcida do Vitória hoje”.

