Fábio Mota pode quebrar um tabu de 15 anos caso seja reeleito presidente do Vitória neste sábado para o triênio 2026/2028. A última vez que um presidente conseguiu se reeleger no clube baiano na gestão de Alexi Portela, que ficou no Leão de 2006 até o fim de 2013. Entre 2014 e 2021, o clube passou por crise política e uma série de trocas no seu comando máximo.
Fábio Mota vai tentar alcançar esse feito em eleição contra Marcone Amaral, ex-jogador do Vitória, atual deputado estadual e candidato da oposição. Apesar do ano complicado dentro de campo, o atual gestor é favorito para o pleito e a tendência é que seja reeleito.
Advogado, historiador e pecuarista, Fábio Mota assumiu a presidência do Esporte Clube Vitória interinamente no fim de 2021, após a destituição de Paulo Carneiro, a sete rodadas do término da Série B e não conseguiu evitar o rebaixamento à Série C. Porém, no ano seguinte, conseguiu um acesso heroico, mesmo com apenas 2% de chances de classificação.
Com o acesso à Série B, Fábio Mota foi eleito para o seu primeiro mandato oficial, com 66,4% dos votos, em setembro de 2022. Em 2023, o Vitória alcançou um feito histórico, ganhando seu primeiro título nacional, ao levantar a taça de campeão da Série B.
Em 2024, o Leão conquistou o título do Campeonato Baiano, algo que não acontecia desde 2017, vencendo na final do arquirrival Bahia. Na Série A, tudo parecia caminhar para um rebaixamento, mas o time se recuperou após a chegada de Thiago Carpini, e não apenas permaneceu na elite, como garantiu vaga para a Copa Sul-Americana.
Em 2025, o time rubro-negro perdeu o título baiano para o Bahia e foi eliminado na 1ª fase da Sul-Americana e na 2ª fase da Copa do Brasil. Na Série A, lutou contra o rebaixamento do início ao fim, mas escapou na última rodada, graças ao trabalho de Jair Ventura, que assumiu a equipe a 14 rodadas do fim e conseguiu uma arrancada heroica.

