O Vitória perdeu para o Bahia, por 1 a 0, neste domingo, no Estádio Manoel Barradas, no primeiro clássico Ba-Vi da temporada, válido pela 5ª rodada do Campeonato Baiano. Em entrevista após a partida, o técnico Jair Ventura afirmou que o Leão foi superior no jogo, criou mais chances, mas ter a mesma eficiência do arquirrival.
“Ficou claro para quem assistiu à partida que o Ronaldo fez praticamente um milagre na cabeçada do Erick. Depois o Erick teve outra situação na pequena área. Eles tiveram uma chance na trave, com uma desatenção nossa. A gente falou muito da situação da transição. O Bahia aproveitou os nossos erros, diferente de alguns jogos com a gente. E no contra-ataque foi gol deles”, lembrou Jair Ventura.
“Primeira coisa que disse no vestiário foi “capricho”. Tivemos mais volume que na nossa última vitória contra eles. Na minha opinião, nós estivemos melhores, tivemos mais chances, mas o adversário fez o gol. Não posso dizer que o nosso time não criou. Eles também souberam congelar o jogo, fazer cera. Eles venceram, e a gente tem que saber perder. Ano passado vencemos. É assim. A gente tem que classificar para depois pegar eles na frente”.
“A gente não pode normalizar uma derrota. Está todo mundo p*** com a derrota. A gente sabe como foi a Série A ano passado. A gente combinou de fazer um campeonato de regularidade. Que a gente possa ser mais regular e ter campeonato mais tranquilo. E essa regularidade passa por esse jogo em casa. A nossa torcida está chateada com a derrota, mas nós precisamos deles”.
“Faltou capricho, efetividade e alguns ajustes de marcação. Alguns jogadores são novos, algumas coisas não estão automatizadas. A gente precisa ter calma. É difícil fazer contratação, a gente sabe da dificuldade financeira. Temos que ter paciência para potencializar os atletas. Não foi um jogo ruim”.
O treinador frisou que jogadores recém-contratados ainda estão na fase de assimilar comportamentos de seu trabalho. “Também com comportamento de atletas que estão chegando, que vão precisar de ajustes sobre como a gente joga. Quando você tem chance e não faz, o adversário não perdoa. A gente não foi efetivo. Gostei da performance do primeiro tempo. Achei que o Aitor não estava mal no jogo, mas optei por botar um jogador mais descansado. Faltou mais capricho. Vencemos o Bahia ano passado com menos chances. Eles tiveram a bola na trave e o gol”.




