O Esporte Clube Bahia vem investindo ‘pesado’ na divisão de base, sempre de olho em vários mercados para garimpar jovens talentos, seja em clubes modestos, ou até mesmo nos grandes, como foi o caso do atacante Kauê Furquim, de 16 anos, que tinha uma multa rescisória de R$ 14 milhões, e o Esquadrão pagou o valor e tirou a joia do Corinthians.
Em entrevista à ESPN, o diretor de futebol Cadu Santoro destacou o grande trunfo do Bahia para contratar os jovens atletas. Segundo ele, quando vai conversar com o empresário e a família do garoto, o clube pode oferecer o que nenhum outro pode, que é o projeto de poder atuar na Europa e ter 14 clubes à disposição.
“A gente sempre tem um tema, quando a gente vai conversar com o pessoal da base, quando vai conversar com o menino, com a família, com o empresário, que a gente pode oferecer que nenhum outro clube pode oferecer, que é assim, a gente tem 14 clubes que esse jogador pode ir. A gente está desenvolvendo ele com o objetivo principal do Bahia”.
Ele frisou que o Bahia vem subindo a régua ano após ano. “Mas se ele não atingir o nível, porque a nossa régua vem subindo ano após ano, para o top 5, top 6 da Série A, ele vai ter nível, de repente, para uma outra liga. Então, isso, quando você oferece, faz a diferença no poder de convencimento”.
De acordo com o diretor, o clube já identifica jogadores com maior potencial para jogar no Bahia e no futuro, ter condições de bater um nível de Manchester City.
“Naturalmente, dentro de um processo, você identifica os atletas que têm maior potencial para jogar no Bahia, que podem se potencializar para um dia bater um nível de Manchester City. Tem outros atletas que, de repente, não vão atingir um nível de Série A, mas que você vai ter que desenvolver emprestando para um clube de Série B, para outro país, para uma Bélgica, para um Portugal. Você precisa entender muito bem, ter uma avaliação muito clara de quem são os seus atletas, manter os contratos bem protegidos no que diz respeito às multas e renovar no momento certo”.




