A noite de Libertadores do Nordeste: da festa ao enterro em 45 minutos – por Erick Cerqueira

A noite de Libertadores do Nordeste: da festa ao enterro em 45 minutos – por Erick Cerqueira

O Bahia passou um ano organizando a festa e acabou em 45 minutos

A noite de Libertadores do Nordeste: da festa ao enterro em 45 minutos – por Erick Cerqueira

Fala, Nação Tricolor!  Na única noite mágica de Libertadores da América do Nordeste Brasileiro, o Bahia transformou uma festa maravilhosa num clima de velório e revolta para 40 mil Tricolores. Um 2025 inteiro lutando pra conquistar uma vaga e transformou tudo na  maior vergonha dos últimos 3 anos, em apenas 45 minutos e com requintes de crueldade.

Salvador estava agitada para o jogo. A festa dos chilenos na frente do hotel dos caras foi uma coisa belíssima, e ali comecei a ficar preocupado. Era muita confiança para uma torcida de um time pequeno do interior do Chile em plena capital baiana.

Se a recepção aos torcedores deles foi muito legal nas ruas de Salvador, na Fonte o clima era outro. Eles, que não costumam lotar um estádio de 15 mil lugares, se depararam com a Arena em dia de festa. Jogo de luz, a Torcida do Bahia cantando alto, vaias pros jogadores dos caras, festa para os nossos. 

Gol mais rápido que o delay da IPTV

E enquanto ainda tinha gente esperando na IPTV, o juiz apitar, o Bahia já fez o gol. Partiu pra cima de um time que parecia assustado com tudo aquilo e aos 20 segundos o Tricolor chegava ao ataque, voando com Pulga, tocando pra Jean Lucas, que dribla o zagueiro e toca pra Everton Ribeiro tocar por cima pra Ademir, que invade a área e toca pra Will, e ele abre o marcador. 1×0.

Em 20 segundos a gente tirava a vantagem deles, mantinha a festa nas arquibancadas e acendia a esperança até de uma goleada. Porque os caras estavam atordoados. 

Mas o Bahia, simplesmente, perdeu o caminho do gol por 40 minutos. O time conseguiu esfriar o jogo, a torcida e dar aos visitantes a ideia de que dava pra empatar.

Até que Pulga fez de cabeça, completamente impedido. Aos 45, um pênalti é marcado. Willian José mal, o goleiro pega, mas, no rebote, ele guarda mais um. 2×0.

Vira o lado – e o clima

O Bahia voltou a campo aplaudidíssimo, mas como se não tivesse muito a fim de continuar jogando. O jogo já estava ganho. Até que Ademir tenta fazer uma palhaçada na zaga e entrega a paçoca. 2×1.

Logo depois, ainda sem a torcida acreditar no que estava acontecendo, Román dá uma entregada bizarra no meio de campo e, no contra-ataque, os caras quase empatam.

Bahia acorda, e Everton Ribeiro deixa Jean Lucas de cara pro gol. Ele tira o zagueiro e joga nos orixás do Dique.

Willian José tabela com Everton Ribeiro, abre pra Ademir, que devolve pra ele, e aí, na hora do hat-trick, ele joga na Arena Kids, pra desespero das crianças.

Ceni muda o time e termina de desgraçar tudo. Coloca Dell (beleza) e inventa de colocar Everaldo, quando o jogo nitidamente pedia Sanabria. Inacreditável. O cara veio pra ser reserva de 9, e ele toma o lugar do ponta rápido e driblador.

Depois das alterações, só um chute de fora de Acevedo no placar, e foi só esperar o fim do jogo. Meu pai nem ficou pra ver os pênaltis. Fez o certo.

Nas cobranças, Dell, que era muito “verde” para assumir a reserva de centroavante no Brasileiro há 15 dias, de repente foi emancipado e estava pronto pra bater pênalti decisivo de jogo da Libertadores da América. Pra piorar, Everton Ribeiro fez o papel de Camisa 10, craque, que pega a responsabilidade de bater o último pênalti e perde.

Fim de jogo. Fim de Libertadores. Fim de calendário internacional. E todo o planejamento anual para encarar 70 jogos será reavaliado pra jogar só uns 50. Quem foi pro jogo, viveu noite de Libertadores. Quem não foi, só ano que vem, agora.

BORA BAÊA MINHA PORRA!

Um vexame histórico, de proporção internacional, para a Torcida, e com consequências milionárias para o clube. Na coletiva, Ceni foi ainda pior que em campo. Falou que o time dele hoje tem o perfil de mais força que técnica, Bicho, os titulares são os mesmos. Só mudou Xavier e Roman, por contusões. Foi Ceni x Cenner, e aí, ele deu razão a todos os seus críticos. Era melhor ter ficado calado.

Agora, pelo menos, ele não terá mais a desculpa do “calendário cheio”. A Copa do Brasil e o Brasileirão serão as tábuas de salvação para aliviar o vexame internacional. Vamos pra frente.

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Autor(a)

Erick Cerqueira

Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Pós graduado em Gestão Esportiva e Publicitário. Twitter: @ericksc_



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