Em julgamento realizado nesta segunda-feira (09), o pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aceitou o recurso do Esporte Clube Vitória e reduziu a punição por cantos homofóbicos direcionados ao Bahia e ao técnico Rogério Ceni durante o clássico Ba-Vi disputado em outubro de 2025.
No julgamento, os auditores do pleno votaram pela condenação de penhora de 30% da receita bruta de bilheteria da próxima partida em casa do clube no Barradão, que será contra o Atlético-MG, no próximo sábado. Além disso, foi votada a redução para R$ 80 mil no valor de multa a ser paga pelo Leão da Barra.
O Vitória havia sido punido com multa de R$ 100 mil e perda de dois mandos de campo com portões fechados pela Quarta Comissão Disciplinar do STJD, em julgamento realizado no dia 12 de fevereiro. O clube foi enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de atos discriminatórios. A denúncia foi feita pela Procuradoria do STJD com base em Notícia de Infração encaminhada pelo Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+.
“O público foi de 28.027 pessoas, oito pessoas cantando cânticos homofóbicos trata-se de 0,02%.Um clube ser punido por causa de 0,02% não é nenhuma razoabilidade, não há justiça. Todas as pessoas ali são facilmente identificadas, há, sim, outras maneiras, outros instrumentos capazes de punir, muitas vezes, além da responsabilidade coletiva, a responsabilização individual e, nesse caso, é claro que não há como o clube proibir, ou intervir, ou reprimir, o que está sendo falado ali porque são oito pessoas”, disse a defesa do Vitória na época.

