Durante a entrevista após o empate sem gols com o Corinthians, no Barradão, pela 12ª rodada da Série A, o técnico Jair Ventura foi perguntado sobre a substituição do meia Matheuzinho no segundo tempo e uma possível insatisfação do atleta, que teria saído balançando a cabeça. O treinador frisou que os jogadores não são intocáveis e precisa preservar para não correr risco de lesão.
“Os jogadores não são intocáveis. Não posso deixar eles quebrarem, daqui a pouco não tenho jogador. Aí vou acabar enchendo o time de meninos e vocês vão me cobrar. Já morri com substituições se eu entender que o cara está inteiro. Erick, por exemplo, estava numa crescente. Veio no sacrifício para esse jogo. Quando tira um ídolo, vai sempre ser questionado, mas tenho que continuar fazendo porque quero o melhor para o Vitória. Não vou deixar o cara andando ou até estourar e acabar perdendo por três, quatro meses”.
Jair Ventura não acredita Matheuzinho tenha balançado a cabeça como forma de insatisfação pela substituição. “Todo mundo quer ver o craque. A gente pode ter cara de bobo, mas não tem nada de bobo. Ele [Matheuzinho] foi banco para o Aitor o ano passado e não deu um “piu”. Hoje está melhor e está sendo titular. Se saiu balançando a cabeça, acho que dificilmente foi por ser substituído. Temos uma afinidade muito grande, uma relação muito bacana. Não vi isso. Um cara extremamente do grupo, identificado, não só ele, mas a família, o filho também. Lembro de nosso jogo aqui – nem vou falar sobre ele agora, o Arrascaeta, já que já vamos enfrentá-lo (risos). Deixa para lá. O Erick tomou injeção, foi no sacrifício”.

