O Mirassol foi denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por conta da confusão no jogo contra o Bahia, pela 11ª rodada do Campeonato brasileiro. Além do clube paulista, o técnico Rafael Guanaes e o meia Eduardo também foram denunciados por conta das críticas à arbitragem.
O clube paulista foi enquadrado em três artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva pela 5ª Comissão Disciplinar do Tribunal. Além de multas financeiras, o Mirassol corre o risco de perder de mando de campo ou até mesmo interdição do estádio José Maria de Campos Maia.
A confusão começou após o segundo gol do Bahia no triunfo por 2 a 1. O Mirassol reclamou de falta de Gilberto em Negueba no começo do lance. O árbitro confirmou o gol e o VAR não chamou para revisão. O jogo ficou paralisado por quase dez minutos. O lateral Reinaldo chegou a mandar o time sair de campo. O juiz ficou no gramado por 35 minutos após o apito final e saiu escoltado por 13 policiais.
O Art. 213 do CBJD trata da responsabilidade do clube em prevenir ou reprimir desordens, invasões ou lançamento de objetos, e pode resultar em multa e perda de mando. Já o Art. 211 envolve falhas na segurança e na organização da partida, cenário ligado ao tempo em que a arbitragem permaneceu no campo aguardando escolta policial.
O terceiro enquadramento do Mirassol é no Art. 191, inciso III, por descumprimento de regulamento. Neste caso, a denúncia cita o telão do estádio, que ficou reproduzindo a origem do lance do segundo gol do Bahia, algo proibido pela CBF. O julgamento está marcado para a próxima sexta-feira, dia 17, às 10h, no plenário do STJD, no Rio de Janeiro.

