O Perfil Global do Bahia melhorou com o City Football Group?

O Perfil Global do Bahia melhorou com o City Football Group?

A venda de 90% da SAF para o City Football Group foi aprovada pelos diretores do clube no final de 2022.

O Perfil Global do Bahia melhorou com o City Football Group?
Foto: Divulgação/Bahia

Até o início de 2022, as coisas não iam muito bem para o Esporte Clube Bahia. As dívidas do clube ultrapassaram (com folga) a faixa dos R$ 300 milhões. Longe de competir por títulos importantes, o clube foi rebaixado algumas vezes nos últimos 20 anos. A venda de 90% da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) para o City Football Group foi aprovada pelos diretores do clube no final de 2022, se concretizando em maio de 2023. Veja o que mudou desde então.

Um Outro Tricolor de Aço

Antes da chegada do City Football Group, o torcedor tinha mais chance de se divertir com os melhores cassinos para jogar Aviator do que apostando na vitória do time do coração. Sem dúvida, a mudança foi drástica. Com um investimento recorde de mais de R$ 130 milhões já para 2023, o clube renovou seu quadro de jogadores.

Só o atacante Biel já foi negociado por mais de R$ 40 milhões. No contrato, foi acordo que nos próximos 15 anos, os investimentos devem ultrapassar R$ 1 bilhão, no entanto, com o novo CT, o valor deve ser superado. O Tricolor de Aço saiu de um clube que vivia nas cordas até então, para obter sua melhor temporada no Brasileirão em 2024, chegando a disputar uma vaga no G6.

Principais Melhorias

Não há dúvidas de que o Bahia está muito melhor hoje do que antes da chegada do Group City. Finalmente, fincou o pé na Série A, voltou a ser um clube competitivo e, acima de tudo, voltou a dar alegria aos torcedores. Entenda quais foram as principais melhorias implementadas pelo maior conglomerado de clubes de futebol da atualidade.

Equilíbrio Financeiro

Com as contas desorganizadas, fica difícil manter um time coeso em campo. O primeiro (e possivelmente, mais relevante) impacto foi o saneamento das dívidas que o clube, claramente, já não podia mais arcar por si. Logo no primeiro aporte, o City Football Group quitou 79% da dívida astronômica do Tricolor, que incluía desde salários atrasados a calotes a fornecedores. Em junho do ano passado, o CEO do clube, Raul Aguirre, anunciou a quitação total das dívidas.

Renovação do Quadro

A renovação do quadro de jogadores é um fator crucial no renascimento do Bahia. Logo na chegada, o City Group fez investimentos massivos em novos jogadores e renovou com os de melhor desempenho (em vez de vendê-los, como de costume). Foi o caso do meio-campo Thaciano, que renovou contrato até 2027, por exemplo. Quanto aos novos reforços, boa parte vem de times do sul e do sudeste, como Flamengo, Corinthians e Grêmio.

Infraestrutura

De um CT caindo aos pedaços para o segundo maior centro de treinamento comparável ao do Manchester City. Esta foi uma das principais mudanças trazidas pelo City Group. O novo CT, que está em construção com entrega prevista para o ano que vem, fica na região metropolitana de Salvador. Com 560 mil metros quadrados, o espaço incluirá dois meios-campos, 10 campos de treinamento e um pequeno estádio com capacidade para 1.000 pessoas, além de hotel e alojamentos para os atletas.

Engajamento

Os novos ares também trouxeram para o clube uma presença digital reinventada. Isso porque o City Group (a exemplo do que faz em clubes europeus) investe pesadamente em marketing de conteúdo, com forte engajamento dos torcedores nas redes sociais. Vale contar a criação de uma loja conceito para o Tricolor, vendendo não apenas camisas, mas experiências para os torcedores mais empolgados. A estratégia de marketing também se reflete na escolha de parcerias, como a BYD.

Desafios

A situação do Bahia mudou drasticamente, mas a nova administração ainda tem muitos desafios pela frente. Para competir de igual para igual com times do sul e do sudeste, o clube precisa aumentar suas receitas urgentemente e de forma orgânica. Isso significa, dentre outras coisas, conquistar posições melhores nas competições.

Sem isso, a SAF segue tendo prejuízos, aumentando a pressão sobre as contas do clube. Embora o City Football Group tenha uma visão de longo prazo para o clube, a pressão por parte dos torcedores para títulos imediatos é enorme. A eliminação recente na Libertadores frustrou torcedores e investidores, estes últimos preocupados com a sustentabilidade financeira do clube.

O contexto social das divisões de base ainda é precário. Especialmente entre os mais jovens, conciliar a educação básica com a rotina de treinamentos tende a ser um problema. Por isso, a construção de novas instalações para o clube também prevê a construção de colégios e investimentos em assistência pedagógica.

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Autor(a)

Redação Futebol Baiano

Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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