O jogo mais agitado dentro e fora de campo foi entre Bahia e Palmeiras, no último domingo, que terminou com vitória do time paulista, por 2 a 1, na Arena Fonte Nova. A partida ficou marcada pelas reclamações dos jogadores do Esquadrão, do técnico Rogério Ceni e até mesmo do diretor de futebol Cadu Santoro.
O motivado da revolta do Bahia foi o lance do segundo gol do Palmeiras, marcando contra por Ramos Mingo. No momento do cruzamento na área, Gustavo Gómez sobe com o braço nas costas de David Duarte e desloca o defensor tricolor. Na entrevista pós-jogo, o técnico Rogério Ceni classificou a arbitragem como “vergonhosa” e disse que o VAR decidiu o jogo.
Cadu Santoro abordou o árbitro na saída do campo e disparou que “ele não apita mais na Fonte Nova”. Em meio as reclamações, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, rebateu em evento da CBF realizado nesta segunda-feira (6), para discutir o processo de unificação de ligas para a futura gestão do futebol brasileiro.
A mandatária alviverde criticou o fato dos times sempre buscarem uma desculpa após a vitória do Palmeiras. “Eu não reclamei da arbitragem. Ah, o Bahia? O Bahia sim. Mas com o Palmeiras é sempre assim, todas as vezes que o Palmeiras vence um jogo, tem um escândalo. Aí é a arbitragem…sempre tem algum porquê. E eu já falei diversas vezes, eu, a presidente do Palmeiras, eu não reclamo de arbitragem. Na final da Libertadores, nós tivemos uma falta gravíssima, que era aquilo ali, nós entendíamos que era motivo de expulsão. A presidente em nenhum momento reclamou do resultado. Eu me recolhi e vi o que poderíamos melhorar. Eu nunca terceirizo responsabilidade”, cutucou.
“Quando o Palmeiras ganha, vence, é sempre assim, é sempre uma desculpa, e não é assim que funciona. Ontem nós que vencemos, foi um jogo difícil e não teve influência nenhuma da arbitragem, absolutamente nenhuma. E aí vocês vão dizer, porque vocês perguntam, mas eu conheço jornalista, eu pergunto também, vocês vão falar: nossa, Leila, você falando de dirigentes que ficam reclamando de arbitragem, e o seu treinador? Tenho certeza que vocês vão perguntar isso”, continuou Leila Pereira.
“Mas o meu treinador reclama em campo, ele é punido, tem um cartão para ele, ele é punido, ele não participa do próximo jogo, pode ser julgado pelo STJD. E esses dirigentes que reclamam e não acontece nada? E treinadores que reclamam em entrevista e não acontece nada? Isso é injusto. O meu treinador reclama, mas é punido. Eu queria que tivesse punição para dirigentes também que desrespeitassem a arbitragem, jogadores que desrespeitassem a arbitragem em entrevistas. Então, as coisas deveriam ser mais igualitárias”, finalizou.

