Durante a entrevista para o BAR FC, o diretor de futebol do Esporte Clube Baia, Cadu Santoro, comentou sobre a saída do meia Cauly, que foi emprestado ao São Paulo. O dirigente lembrou que o clube tomou a decisão de manter o camisa 8 após receber duas propostas ao final de 2023 para demonstrar força no mercado.
“Em 2023, eu acho que o Cauly fez uma temporada absurda. Chegaram duas propostas de clubes, mas muitos outros clubes querendo entender se o Bahia venderia. E nós tomamos a decisão de que não era o momento de vender. Estava chegando o Everton. Como eu disse, se a gente fizesse um movimento de venda do Cauly naquele momento, nós não nos posicionaríamos no mercado”, iniciou.
Em 2024 e 2025, Cauly caiu de rendimento e passou a ser alvo de críticas da torcida. No início desse ano, chegou a proposta do São Paulo por empréstimo com opção de compra, e o Bahia decidiu aceitar. Segundo Cadu, a decisão foi difícil porque Rogério Ceni queria a permanência do jogador.
“Só que chegou um momento em que você precisa ter no elenco quem quer estar. Sempre o tratei com muita educação, e ele também foi muito educado na forma como conduziu sua carreira. Mas, a partir do momento em que tomamos uma decisão e foi muito difícil, porque o Rogério queria muito a permanência dele, eu tive que decidir pela saída, até em discordância com o treinador, pensando na saúde financeira e no clube como um todo”, acrescentou.
“Naquele momento, não havia uma oferta de venda direta, mas uma proposta de empréstimo com valores que o clube entendia fazer sentido, com metas que poderiam virar venda. Desejamos o melhor para ele. Se a meta não for atingida ou a compra não for efetivada, ele retorna ao Bahia em janeiro de 2027, e aí vamos decidir o que será feito”, completou.

