Questionado sobre a janela do meio do ano, em entrevista ao BAR FC, o diretor de futebol Cadu Santoro afirmou que o Esporte Clube Bahia não vai aumentar a quantidade de reforços, visto que o calendário reduziu por conta da eliminação na Pré-Libertadores e a ausência na Copa do Nordeste, restando apenas Série A e Copa do Brasil para disputar.
Além da movimentação cautelosa no mercado, o Bahia pode negociar alguns jogadores, seja por pouca minutagem ou caso chegue uma boa proposta. Uma contratação certa é a de Alejo Véliz, centroavante que pertence ao Tottenham e está emprestado ao Rosario Central, e só chega ao Bahia em junho.
“Na janela do meio do ano, a gente não vai aumentar o quantitativo de atletas se você vai diminuir o número de jogos. Não faz sentido você aumentar. O que é natural é que possivelmente teremos saídas, seja porque um atleta está tendo uma baixa minutagem e quer buscar um mercado, e chegou uma oferta que é interessante para o clube, não que vai alisar o clube. Seja porque um atleta em destaque teve uma oferta, e aí quando você fala de algumas vendas, o que a gente tenta sempre fazer é aquela venda. O jogador está no pico do valor dele, é um jogador que pode valer mais, é um jogador que está terminando o contrato, falta um ano, um ano e meio, tudo isso pesa na hora de uma decisão, na hora de uma precificação, digamos assim, de uma negociação”.
“Se você olhar o que a gente vem sempre tentando fazer, principalmente nesses atletas mais jovens, é manter percentual. Porque se o atleta vai bem e tem uma segunda venda, que a gente torce para que aconteça, a gente vai ter, vai continuar gerando valor. Possível que sim [deve ter chegadas]. Tinha atletas que nós gostaríamos que tivessem chegado nessa primeira janela, mas contratualmente a gente não conseguiu trazer, e aí fez com que foi uma decisão nossa de que vamos mudar o plano ou vamos seguir e esperar esse atleta”.
“Eu sei que o torcedor, e é normal, quer olhar os próximos seis meses. O que acontece é que a gente está olhando os próximos quatro, cinco anos. Então, se eu tenho um ativo que eu sei que ele vai ser importante para os próximos cinco anos, mas ele não pode chegar em janeiro, e contratualmente ele pode chegar em julho, eu vou esperar correr algum risco para trás, eu vou esperar e vou trazer para o meio do ano”.

