Sem vencer há cinco jogos, o Esporte Clube Bahia precisa de uma virada contra o Remo para avançar na Copa do Brasil, depois de perder em casa por 3 a 1. Nesta quarta-feira, o duelo é no Mangueirão. Há 14 anos, o Tricolor conseguiu passar pelo time paraense no mesmo torneio e também com uma virada.
Brasil. Em abril de 2012, os times duelaram pela 2ª fase do torneio, e o Esquadrão perdeu o jogo de ida por 2 a 1 no Mangueirão, com gols de Fábio Oliveira e Magnum. Diones descontou e manteve o tricolor vivo, visto que naquela época existia o regulamento onde o time que tomasse dois gols de diferença no jogo de ida, estaria eliminado.
No jogo de volta, no Estádio de Pituaçu, o Bahia goleou o Remo por 4 a 0, com gols de Lulinha, Rafael Donato, Júnior ‘Diabo Loiro’ e Vander, e se classificou. O atacante Lulinha, hoje com 36 anos e atuando no Madura United, da Indonésia, recordou aquele jogo e mantém esperança que o Bahia conseguirá repetir o feito.
“A gente voltou para jogar em casa, fez o primeiro gol e conseguiu construir a vitória com tranquilidade. Perdemos o jogo lá, mas a gente sempre teve a confiança pela qualidade do grupo e força do torcedor. O Bahia jogando em casa é diferente, tinha tudo para reverter. A gente conseguiu fazer os gols e construir uma vantagem bacana”, disse ao GE.
“Acompanho de longe o Bahia. Clube que tenho muito carinho, respeito. Foram dois anos no clube. Eu tive uma passagem muito bacana, muito feliz depois de ter voltado de Portugal. O Bahia tem tudo para reverter essa vantagem. Não é fácil, não é simples. Tenho certeza que, com a qualidade dos jogadores, como Jean Lucas, Everton Ribeiro, Willian José, todo esse ataque, tem toda a chance de reverter o placar e conseguir a classificação”, projetou Lulinha.
Lulinha surgiu no Corinthians ao lado de Everton Ribeiro, atual camisa 10 do Bahia. “A gente fez a base juntos. Subimos no mesmo dia para o profissional do Corinthians. Tenho Everton Ribeiro como amigo. Subimos juntos, fizemos a base juntos. Jogamos, enfrentamos momento difícil com o rebaixamento. Foi complicado para os dois. Depois, a carreira dele só subiu. Temos uma amizade bem bacana. Quando eu vi que ele ia para o Esquadrão, fiquei muito feliz. Motivo a mais para estar torcendo. Torço por ele e pelo Bahia. E espero que nesse jogo da volta da Copa do Brasil eles possam passar”, completou Lulinha em entrevista ao ge.

