Principal alvo de protesto da torcida do Bahia, em meio a má fase que atravessa o time, com sete tropeços seguidos, o técnico Rogério Ceni fez um desabafo após o último jogo, que terminou empatado por 1 a 1 contra o Grêmio dentro da Fonte Nova. O treinador frisou que gosta de trabalhar no Bahia e nunca foi acomodado.
“Eu trabalho todos os times e deixo o meu melhor. Eu tenho todos os meus treinos gravados. E deixo sempre tudo compartilhado. Trabalho com o pessoal de análise, tento compartilhar tudo. Tento colocar todo mundo envolvido no trabalho, mas a gente não consegue controlar resultado. Eu tenho 36 anos de carreira, e se tem uma coisa que nunca fui foi ser acomodado. Gosto muito do Bahia”.
Ceni diz entender as vaias do torcedor. “Entendo o torcedor vaiar, pedir a saída. O que eu posso dizer é que eu gosto do trabalho e do desafio. É pesado para cada um não vencer os jogos. Estou aqui à disposição. Gostaria do apoio do torcedor, mas entendo quando o resultado não vem”.
“Tem a eliminação para o O’Higgins. O que saiu do tom foi o jogo contra o Remo. O resultado é preponderante. Eu trabalho muito todos os dias. Eu dou treino, assisto ao treino, assisto o adversário, apresento as correções. Em casa somos preponderantes, dominantes, temos sempre as melhores chances. Mas às vezes enfrentamos times superiores, como foi o Cruzeiro. Se o teto é você ter todas as possibilidades e a bola não entrar, por ter mais quatro ou cinco oportunidades, é um teto”.

