"Está muito claro que o ciclo de Rogério Ceni no Bahia já terminou"

“Está muito claro que o ciclo de Rogério Ceni no Bahia já terminou”

Rogério Ceni está no Bahia desde setembro de 2023 e vive seu pior momento.

“Está muito claro que o ciclo de Rogério Ceni no Bahia já terminou”
Foto: Divulgação/EC Bahia

A pressão sobre o técnico Rogério Ceni vem aumentando a cada resultado negativo, com pedidos de mudanças por parte da torcida, no entanto, nós sabemos que o Grupo City tem uma política de não demitir treinador no meio do trabalho. O Bahia de Renato Paiva chegou a vencer apenas um jogo de 17, e o português foi bancado no cargo, mas pediu para sair após as críticas da torcida.

Rogério Ceni está no Bahia desde setembro de 2023 e vive seu pior momento, com eliminação na Pré-Libertadores, uma provável eliminação na Copa do Brasil para o Remo e a possibilidade de ter apenas uma competição para disputar. O comentarista Caio Leony, da Rádio Sociedade e TV Aratu, falou sobre o momento crítico do Bahia e frisou que o ciclo do treinador já terminou.

“Para mim é muito claro que o ciclo terminou. O ciclo já demonstrava que tinha problemas sérios quando o Bahia caiu na Arena para o O’Higgins, que disputou a Copa Sul-Americana, e poderia ter sido o Bahia. Mas ele não conseguiu fazer isso. Só que hoje não é sobre o Grupo City, muito menos sobre o Rogério Ceni, nem os jogadores. Hoje, com todo o respeito, é para o torcedor do Bahia que, mais uma vez, veio a Arena Fonte Nova. Agora tem o Grupo City, tem a SAF, e muitas expectativas, ou simplesmente eu vou condenar o torcedor que criou expectativas? Ele está errado em criar expectativas? Criar, por exemplo, sonhos dentro da sua cabeça?”, iniciou.

“O Bahia não nasceu em 2023. O Bahia nasceu em 1931. Existe uma geração que viu o Bahia vencedor. Inclusive, conquistando o Brasil. Chegou Cadu Santoro, Ferran Soriano, um grupo inglês. O Bahia evoluiu, a evolução é grande, hoje o Bahia briga na parte de cima da tabela. Em 2023, o Bahia conseguiu sair do rebaixamento. Em 2024, começa a ter peças técnicas que não tinha pelo menos há duas décadas. Fez com que seu torcedor reconquistasse a autoestima, até um certo ponto, porque apesar de ter se classificado para a Libertadores depois de 36 anos, caiu para o arquirrival Vitória no Barradão e empatou na Fonte Nova e foi vice-campeão baiano, e caiu para o CRB na Copa do Nordeste. Em 2025, foi o auge, campeão baiano, do Nordeste”.

“Os jogadores têm parcela nos maus resultados, óbvio. Cadu Santoro tem também, Ferran Saariano também. Quem não tem é o torcedor. Com todo respeito, quem não tem é o torcedor tricolor. Agora Rogério também tem. Foi uma equipe passiva, foi uma equipe que tomou dois gols do Cruzeiro. Foi a equipe que fez um gol no Cruzeiro, a terceira pior defesa do Campeonato Brasileiro da Série A. E vem as trocas, não tem criatividade? Não, as trocas são as mesmas. O Michel Araújo, estando bem ou mal, vai entrar. O Nestor, estando bem ou mal, vai entrar. E aí eu fico me perguntando, e as outras peças, treinando diariamente, o Kauê Furquim, como que eu vou me estimular se eu não tenho oportunidade, nem o Dell? O Erick entrou hoje pedindo passagem, o Jean Lucas mais uma vez apagado, nada contra esses jogadores que já foram importantes para o Esporte Clube Bahia, mas o futebol é feito de ciclos, o esporte é feito de momento, esse esporte é feito do momento. Se o Bahia está num momento ruim, tira, coloca outros jogadores, tenta”.

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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