O Bahia entrou em campo debaixo de muita chuva e desconfianças. Mas coberto pelo apoio de sua torcida, que lembrou os velhos tempos da Fonte Nova.
Um clima gostoso e debaixo de muita água. Nada ali era mais importante que o triunfo. Má fase, eliminações impensáveis, derrotas para zebras históricas, nada. Era o momento de fechar o primeiro semestre e passar a Copa brigando onde sempre brigou nesses últimos dois anos. Na parte de cima da tabela.
E mesmo debaixo d’água, veio mais uma ducha de água fria. Aos 6 minutos de jogo, Gilberto recua na fogueira, David Duarte espana pra meia-lua, o pivete da base deles dribla dois e me faz um golaço na Fonte Nova. 0x1.
Na hora, pensei: a BAMOR vai parar. Vão começar os muxoxos, a chatice… que nada. A bateria nem piscou. Era dia de triunfo e fim de papo.
O Botafogo era melhor. Montoro perdeu duas chances seguidas. Até que aos 17, o time tentou reagir com Pulga, dentro da área, chutando pra fora.
Aí veio o lance capital. Artur Cabral chutou, Ronaldo fez grande defesa, mas ficou perdido sem saber onde a bola estava. Medina pegou de virada e chutou pro gol, mas Erick defendeu de cabeça. Era papo de “a bola não vai entrar” (lá ele).
Falei pra meu filho: todo time erra, entrega uma bola, fura… mas contra a gente essas pestes acertam tudo.
O jogo começou a mudar
O Bahia reage. Nestor chuta de longe, a bola sobra no pé de Willian José, na marca do pênalti, e ele entrega na mão do goleiro. Mas era dia anti-zica.
O goleiro faz cera, fica 11 segundos com a bola. O juiz determina o escanteio. O goleiro xinga o árbitro e é expulso.
Agora vai!
Segundo tempo e o Bahia pressiona a saída de bola. O zagueiro vai recuar e o goleiro faz uma lambança inacreditável. 1×1.
Aos 33, David Duarte dá uma entregada bisonha, mas Ronaldo salva.
Sanabria toca pra Nestor, que dá uma tabaca no zagueiro e cruza. Willian José chega atrasado.
Nestor chuta cruzado com perigo.
Escanteio e Erick dá uma cabeçada perfeita. O goleiro defende e a bola para na linha, mas o zagueiro chega antes.
A estrela tricolor apareceu
E quando tudo parecia perdido, veio a mística da estrela Tricolor.
Nestor toca pra Everaldo, que dá um passe perfeito para Ademir. O fumacinha, que tinha errado tudo, acerta o cruzamento pra área. Nestor faz um corta-luz perfeito e a bola sobra para David Duarte dar números finais ao jogo e ao semestre. 2×1.
BORA BAÊA MINHA PORRA!
Bicampeão Baiano Invicto, com 3 empates e 9 triunfos.
Eliminado de forma vergonhosa pelo O’Higgins com uma derrota e um empate.
Eliminado de forma vexatória na Copa do Brasil para o Remo com duas derrotas.
Mas fecha o primeiro semestre com um triunfo importante que nos coloca em 6º lugar e a 3 pontos do 5º colocado, com um jogo a menos.
Agora é respirar, assistir à Copa, se reforçar e focar num segundo semestre ainda melhor pra alcançar nosso objetivo do ano: a vaga na Libertadores.
E saibam: não importa o que digam, sempre estarei contigo!

