Pentacampeão do mundo em 2002, o ex-jogador Edilson Capetinha detonou a atual geração da Seleção Brasileira após a eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo. Em entrevista ao Estúdio I, da Globo News, ele criticou o técnico Carlo Ancelotti e chamou os jogadores de “frouxos”.
“O Ancelotti hoje é um treinador fraco, que já estava na descendência no futebol mundial, já não tinha muito para onde ir depois que saísse do Real Madrid. Encontrou um oportunidade de vir para a seleção brasileira, ganhando um dinheiro incrível, que, para realidade do futebol brasileiro é uma coisa astronômica”, disse.
Em outro momento, o Edilson lembrou que em 2002, o elenco não tinha celular para falar com a família e apenas quatro horas de folga antes dos jogos. Ele criticou o fato dos jogadores atuais não se concentrarem na Copa do Mundo.
“A formação da gente que está precária, a gente não consegue formar mais jogadores de nível para jogar na seleção brasileira e os jogadores que têm lá, pelo amor de Deus. Nós estamos dizendo jogar uma Copa do Mundo, é muito amor, é muita mulher, é muita esposa. Eu sei que todo mundo quer estar do lado da esposa, mas gente, é uma Copa do Mundo, um mês, pode se dedicar um pouco mais pode, ficar um pouco mais concentrado, todo mundo junto”, iniciou.
“A Copa de 2002 a gente ganhou porque nem telefone a gente tinha, era um telefone celular que a gente pedia emprestado, para saber como está a família. A gente tinha quatro horas de folga na Copa do Mundo de 2002, quatro horas de folga no Japão e na Coreia. Só para a gente sair e voltar vai fazer o que? O máximo que a gente podia fazer era ir jantar em um lugar diferente, sair do hotel. Agora os caras têm folga de dois dias para poder jogar. Copa do Mundo não é brincadeira, é o maior torneio o maior torneio esportivo do mundo, que você precisa estar preparado, precisa estar fisicamente, bem tecnicamente, psicologicamente, bem para você poder encarar uma Copa do Mundo”.

