Fala, Nação Tricolor! No último texto, escrevi que o Bahia estava em 6º, mas parecia que o clima era de Z4. Acredito que, depois desse Ba-Vi, como sugeriu meu amigo Leandro Fernandes, hoje o Bahia é o 6º e agora parece que está no G4.
Se ninguém tinha dúvidas de que, na técnica, éramos muito superiores, ainda restava se impor na raça. Mas, enquanto vinha de Arembepe, do aniversário do meu tio Ed Bidonga, vi a escalação e falei para meu pai:
“Bahia vem com cinco gringos.”
Roman, Mingo, Acevedo, Alejo e Kike.
Era pegada de Libertadores para o Ba-Vi.
E era exatamente isso que faltava ao time.
E os gringos jogaram muito.
Porém, ao final do jogo, respondi ao meu filho que os melhores em campo foram justamente Pulga e Juba.
Que saudade que eu estava de ver o Fantástico Erick Pulga deixando a zaga adversária tendo pesadelos. E, obviamente, ver o nosso selecionável lateral esquerdo brilhar com a camisa do Esquadrão.
Depois de perder um caminhão de gols e amassar os caras durante quase uma hora, Pulga cruzou na cabeça de Alejo.
Depois foi a vez de outro gringo entrar em campo para desmoralizar os donos da casa.
Michel Araújo bagunçou dentro da área, deixou o zagueiro deitado no chão e tocou para Jean Lucas fechar o placar.
2×0.
E o lado se limitou a a duas defesas de Ronaldo e uma bola na trave. Muito pouco pra toda a presepada que fizeram durante toda a semana.
Mais 3 pontos e mais números
O Bahia venceu depois de cinco empates. E não poderia ser melhor, nem mais simbólico, do que ganhar justamente onde o técnico dos caras disse: “aqui não!”.
Oh, véi.
Aí sim.
E de novo.
E em qualquer lugar.
Porque a freguesia já está consolidada.
E eu, como sou acusado de ser estudioso, tenho números para provar isso.
HISTÓRICO DE BAVIS
No clássico local de número 508, o Bahia chega aos impressionantes 199 triunfos em Ba-Vis, abrindo distância para os empates, 155, e para as derrotas, que seguem em 154.
Nos últimos 34 Ba-Vis, são 15 triunfos e apenas 5 derrotas. Se contarmos somente os últimos 12 jogos, apenas uma derrota.
Não adianta forçar rivalidade diante de tamanha disparidade.
Mas, além da queda, o coice.
Após o gol de Jean Lucas, o camisa 6 tirou a camisa, à la Messi, e mostrou para a arquibancada.
Marinho tentou roubar a camisa do Bahia. Era só pedir, bicho. A gente sabe que ela é linda e que tá cara. Mas ficou feio.
Pior ainda foi o tal do Cacá, tentando rasgar o manto que é de Aço.
Patético. Mas ele foi tão incompetente para rasgar a camisa quanto foi para marcar o ataque do Bahia.
Só fez aumentar a nossa alegria de ver o desespero deles, que diminuem ainda mais o tamanho do próprio time.
BORA BAÊA, MINHA PORRA!
Ceni comemora 200 jogos quebrando um tabu de seis jogos de Brasileirão sem vencer na casa do adversário.
Um jogo emblemático, de ampla superioridade e com um resultado muito aquém do que produziu o Esquadrão!
Que venha o Inter, nessa nossa turnê pela parte de baixo da tabela.
Até agora, dois empates e um triunfo.
Seguimos em 6º.
Mas a setinha está para cima.
Ah, e Alejo rindo do setorista dos caras, que disse que o Bahia não era favorito…
Foi o terceiro gol do Bahia.




