Diferente do ano passado, o Bahia não faz uma boa campanha como mandante no Brasileirão de 2026. Após mais um empate na Arena Fonte Nova, o técnico Rogério Ceni reconheceu a frustração com os resultados dentro de casa e apontou a falta de eficiência nas finalizações como um dos principais problemas da equipe.
Segundo o treinador, o Bahia tem criado chances, mas não consegue aproveitar as oportunidades. Para Ceni, a sequência de gols perdidos interfere diretamente na confiança dos jogadores e aumenta a pressão durante as partidas.
“Temos perdido muitos gols. Isso nos traz intranquilidade, acaba o primeiro tempo empatado, desagrada o torcedor, o jogador perde confiança. A gente perde muitas oportunidades. Ano passado vencemos 13 ou 14 jogos, esse ano estamos empatando muitos jogos dentro de casa. Falta ter calma e qualidade nas finalizações”, afirmou.
Ceni também destacou que o Bahia já teve outras oportunidades de entrar no G-4 do Campeonato Brasileiro, mas acabou desperdiçando a chance. O treinador voltou a citar a dificuldade para transformar as oportunidades criadas em gols e reconheceu que a equipe também perdeu algumas de suas principais lideranças técnicas.
“Já é nossa terceira ou quarta oportunidade de chegar ao G-4. Cai na mesma explicação que tivemos chances de chegar, mas não conseguimos fazer os gols. Perdemos lideranças técnicas. Poderíamos sair na frente, o que facilita muito. Isso aliado a uma condição ruim (do gramado). Acho que a falta de confiança também, por perder muitas oportunidades”, explicou.
O treinador ainda admitiu a frustração por não conseguir vencer em casa e afirmou que a única maneira de reconquistar a confiança do torcedor é através de resultados. Ceni também comentou sobre a utilização dos jogadores mais jovens e sobre o longo período sem partidas.
“Precisamos vencer os jogos. Os jovens estão aí recebendo oportunidade. É frustrante não ganhar em casa qualquer jogo contra qualquer equipe. O Brasileiro está muito equilibrado. Convencer o torcedor, só consigo com vitórias. Com palavras eu não vou conseguir”, disse.
Para Ceni, o período de dez dias sem jogos também traz dificuldades para o planejamento da equipe. O treinador comparou a atual pausa com o calendário apertado vivido na temporada passada. “É ruim ficar dez dias sem jogar. Ano passado era ruim jogar de três em três dias, mas também é ruim não jogar em dez dias”, completou.




