Diretor do Vasco critica arbitragem após triunfo sobre o Vitória: 'Fomos muito prejudicados'




Diretor do Vasco critica arbitragem após triunfo sobre o Vitória: ‘Fomos muito prejudicados’

Diretor de futebol do clube classificou a expulsão de Cauan Barros como “erro grotesco” e também questionou possível pênalti em Spinelli; partida de volta será disputada em Salvador.

Diretor do Vasco critica arbitragem após triunfo sobre o Vitória: ‘Fomos muito prejudicados’
Foto: Reprodução

O Vasco deixou o Barradão com uma vantagem importante nas quartas de final da Copa do Brasil, após vencer o Vitória por 1 a 0, mas a atuação da arbitragem foi o principal assunto no pós-jogo. O diretor de futebol cruz-maltino, Admar Lopes, fez duras críticas à equipe de arbitragem e pediu atenção da CBF para a escalação do segundo confronto.

A principal reclamação do Vasco foi em relação à expulsão de Cauan Barros, ainda no primeiro tempo. Para Admar Lopes, a decisão tomada após consulta ao VAR foi um “erro grotesco”. O dirigente também questionou um lance envolvendo Spinelli dentro da área, que, na visão vascaína, poderia ter resultado em pênalti.

“O lance da expulsão do Cauan foi um erro grotesco. Há também uma falta do Spinelli na área, que seria um pênalti a favor do Vasco. Peço reflexão por parte dos responsáveis pela arbitragem da CBF para que não escalem esse árbitro para jogos decisivos e importantes para o Vasco”, afirmou.

A insatisfação vascaína começou ainda durante o intervalo. Admar Lopes, Felipe e Bruno Lazaroni foram até o gramado para reclamar com o árbitro enquanto a equipe de arbitragem se dirigia aos vestiários. Os integrantes do clube foram contidos por policiais que faziam a escolta dos árbitros.

O lance que gerou maior revolta aconteceu aos 14 minutos do primeiro tempo. Pressionado por Renato Kayzer, Cauan Barros errou na saída de bola e tocou com o braço na bola para interromper o ataque do Vitória. Inicialmente, o árbitro não mostrou o cartão vermelho. Após ser chamado pelo VAR para revisar o lance, porém, voltou ao campo três minutos depois e expulsou o volante vascaíno.

Os jogadores do Vitória imediatamente pediram a expulsão, já que Barros era o último homem antes do gol. O Vasco, por sua vez, argumentou que a bola teria tocado anteriormente no braço de Renato Kayzer durante a disputa. O contato de Kayzer com a bola realmente aconteceu, mas a arbitragem considerou a jogada normal. Na sequência, o VAR recomendou a revisão do lance, e a decisão final foi pela expulsão de Cauan Barros.

A tensão entre os envolvidos não terminou no campo. Segundo o Vasco, também houve um episódio de tumulto na área dos vestiários. Polícia Militar e agentes do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE) chegaram a apontar armas para funcionários do clube durante a confusão.

Apesar de atuar com um jogador a menos durante boa parte da partida, o Vasco conseguiu segurar o resultado e levar a vantagem mínima para o confronto de volta.

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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