O meia Cauly está há seis partidas sem atuar pelo São Paulo e ainda não atuou na retomada da Série A, cenário que também impacta diretamente os custos previstos em seu contrato de empréstimo. Com a sequência fora de campo, o time paulista já não corre mais o risco de desembolsar 600 mil euros (cerca de R$ 3,5 milhões) ao Bahia, valor atrelado a uma meta de desempenho que se tornou inalcançável.
O acordo firmado entre os clubes previa esse pagamento caso o jogador alcançasse 40 partidas com, no mínimo, 45 minutos em campo. Até o momento, Cauly soma apenas 13 jogos dentro desse critério e, mesmo que participe de todas as partidas restantes da temporada, poderá chegar, no máximo, a 38 atuações.
Apesar disso, outra cláusula contratual ainda pode ser ativada. O São Paulo será obrigado a exercer a opção de compra definitiva caso o meia complete 20 partidas com pelo menos 45 minutos em campo. Atualmente, Cauly tem 13 jogos nessa condição e precisa de mais sete para atingir a meta. O valor da compra está fixado em 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 12,3 milhões).
A última vez que o jogador entrou em campo foi na derrota para o Fluminense, em 16 de maio. Na sequência, desfalcou a equipe por quatro jogos devido a um problema no músculo adutor e, mesmo recuperado após a pausa para a Copa do Mundo, ainda não recebeu oportunidades do técnico Dorival Júnior.
No último sábado, Cauly participou do jogo-treino contra o Ituano, no CT da Barra Funda, atuando entre os titulares na vitória por 4 a 0. A atividade teve como objetivo dar ritmo aos atletas com menos minutos na temporada.
Emprestado até o fim de 2026, o meia chegou ao São Paulo sem custo imediato. A negociação foi viabilizada por meio de um abatimento de 500 mil euros (cerca de R$ 3,1 milhões) na dívida do Bahia pelas transferências de Michel Araujo e Rodrigo Nestor. Desde sua chegada ao clube paulista, Cauly disputou 20 partidas e marcou um gol.




