O Esporte Clube Bahia deixou a Arena da Baixada derrotado por 2 a 1 pelo Athletico-PR, neste domingo (20), pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado encerrou uma sequência de 11 partidas de invencibilidade do Tricolor na Série A.
A partida poderia ter terminado com outro resultado. Nos acréscimos, o Bahia teve a chance de empatar em cobrança de pênalti, mas Everaldo parou em defesa de Mycael. O lance aumentou a frustração da equipe baiana, que ainda deixou Curitiba sem pontuar em um confronto direto pela parte de cima da tabela.
Além do pênalti desperdiçado, a cobrança também foi alvo de discussão após o apito final. Rogério Ceni afirmou que jogadores do Athletico invadiram a área durante a batida e defendeu que Anderson Daronco deveria ter determinado a repetição.
“Foi um jogo equilibrado e tivemos nossas chances. Esse pênalti no final nos daria um ponto importante. Na minha opinião, a cobrança deveria ter voltado porque houve invasão. O árbitro tinha a obrigação de analisar essa situação e mandar repetir”, reclamou o treinador.
O lance também provocou uma reação do lado do Athletico. Odair Hellmann recebeu cartão vermelho durante a partida em meio às reclamações. Ceni ainda criticou a condução da arbitragem durante o confronto e demonstrou irritação com a decisão de não repetir a cobrança.
“Não deixamos de correr e competir. Os atletas fizeram o melhor. A frustração maior é ter uma oportunidade real no final e não conseguir sair com pelo menos um ponto”, afirmou.
Na entrevista coletiva, Ceni também foi questionado sobre a decisão de colocar Everaldo para cobrar o pênalti. A pergunta levou em consideração o fato de Luciano Juba ter convertido as penalidades nas duas rodadas anteriores. O treinador reagiu ao questionamento e explicou que a definição do cobrador é feita internamente pela comissão técnica.
“Você fez essa pergunta em Belém, quando Juba bateu e Everaldo estava em campo contra o Remo. Vai inverter agora? A decisão é sempre minha. Isso é um oportunismo do caral**”, respondeu Ceni.
Apesar do resultado negativo, o técnico avaliou que o Bahia teve condições de conquistar um resultado melhor. Para ele, o Tricolor demorou para entrar efetivamente na partida e acabou sendo castigado pelas oportunidades criadas pelo adversário.
“Jogamos sempre no limite, com intensidade, fazendo o nosso melhor. Nem sempre vamos conseguir vencer. O Athletico é uma boa equipe, mas hoje era possível ganhar. Só começamos a jogar depois que sofremos o gol”, analisou.
Ceni também destacou o segundo gol do Furacão e a reação do Bahia na reta final. “No segundo gol deles, houve uma finalização de muita qualidade. Depois tivemos a chance de sair pelo menos com o empate. Agora vamos descansar e depois voltar aos treinamentos. O Palmeiras também terá tempo para trabalhar, mas vamos competir da mesma maneira que fizemos contra tantos outros adversários”, completou.
Bahia poderia ter explorado mais os espaços
Outro ponto abordado pelo treinador foi a estratégia utilizada pelo Athletico, que apostou em marcação individual. Ceni avaliou que o Bahia poderia ter buscado mais jogadas em profundidade para aproveitar os duelos individuais.
“Eles fizeram uma marcação individualizada. Poderíamos ter explorado mais as bolas nas costas da defesa, principalmente com o Alejo no mano a mano com o zagueiro. Faltou procurar mais esse espaço e acabamos saindo em situações apertadas”, explicou.
O treinador ainda citou uma jogada em que o Bahia conseguiu encontrar espaço, mas teve um lance de impedimento marcado pela arbitragem.
“Teve uma boa bola no espaço em que o bandeira marcou impedimento, mas acredito que estava em posição legal. Foi um jogo muito parelho e poderíamos ter saído com o empate no final, que já seria um resultado de bom tamanho”, concluiu.

