O técnico Jair Ventura completou um ano no comando do Esporte Clube Vitória e aproveitou a marca para fazer um balanço de sua trajetória no clube. Com mais de 60 partidas disputadas e aproveitamento superior a 50%, o treinador destacou os resultados alcançados desde sua chegada e demonstrou expectativa de encerrar a temporada com novos objetivos cumpridos.
Em entrevista, Jair ressaltou a dificuldade de permanecer por tanto tempo à frente de uma equipe do futebol brasileiro, onde a permanência dos treinadores costuma ser curta. O comandante também relembrou as conquistas obtidas durante o período, como a permanência do Vitória na Série A do Campeonato Brasileiro de 2025 e o título da Copa do Nordeste de 2026.
Ao avaliar o trabalho, o técnico afirmou que considera positiva a trajetória construída até aqui, mas reconheceu que ainda há desafios pela frente.
“Se você pegar a longevidade dos treinadores, a média é de três meses. Então a gente bate 12 meses. São 60 e tantos jogos, mais de 50% de aproveitamento, título, permanência, enfim. É muito positivo. Eu não sei como vai terminar, mas espero que possa terminar assim como começou, com feitos sendo alcançados, com objetivos alcançados e levando o Vitória cada vez mais alto dentro da competição”, declarou.
O treinador também comentou as oscilações enfrentadas pelo Vitória ao longo da temporada e destacou a postura do presidente Fábio Mota, que manteve o apoio ao trabalho da comissão técnica mesmo diante de resultados negativos.
Para Jair, a continuidade de um projeto no futebol exige confiança da diretoria, especialmente em momentos de instabilidade. O comandante reconheceu que as críticas fazem parte da rotina de um treinador e afirmou que já passou por situações semelhantes em outros clubes.
“Quanto mais tempo você está em um trabalho, mais tem oscilações. Mas são poucos dirigentes que têm a capacidade de segurar os treinadores, e Fábio [Mota] é um desses. Sobre pedir trocas, me xingar, é muito normal. Tenho dez anos de carreira, já vivi muito mais isso que elogios. Só que a gente tem que ter a tranquilidade de saber que está fazendo um bom trabalho e que as coisas vão virar, como já viraram antes”, afirmou.

