A Bahia já iniciou uma série de ações para aproveitar o potencial turístico da Copa do Mundo Feminina de 2027. Com Salvador escolhida como uma das sedes do torneio, o estado aposta em melhorias na infraestrutura, ampliação da malha aérea e promoção de destinos turísticos para transformar a competição em uma oportunidade de geração de emprego e renda.
A Arena Fonte Nova será palco de sete partidas do Mundial, entre os dias 25 de junho e 12 de julho de 2027. Serão seis confrontos da fase de grupos e um duelo pelas oitavas de final. A expectativa é que a presença de seleções e torcedores estrangeiros aumente significativamente a movimentação turística na capital baiana.
Um dos principais focos do planejamento está na infraestrutura aeroportuária. A Bahia possui cerca de 70 aeroportos distribuídos pelo território estadual, enquanto dez obras aeroportuárias estão em andamento. Somados, os investimentos ultrapassam R$ 400 milhões.
A estratégia não está voltada apenas para atender os visitantes que desembarcarão em Salvador. A intenção é facilitar o deslocamento dos turistas para outras regiões, estimulando a visitação a destinos como a Chapada Diamantina, o litoral baiano e a Baía de Todos-os-Santos.
A conectividade internacional também é considerada fundamental para o projeto. Atualmente, Salvador possui voos diretos ou conexões estratégicas com importantes mercados internacionais, incluindo Buenos Aires, Montevidéu, Cidade do Panamá, Lisboa, Madri e Paris.
A ligação com o Panamá, por exemplo, é operada pela Copa Airlines e permite conexão com mais de 80 destinos nas Américas. Já a rota para Paris amplia o acesso a uma extensa rede de destinos na Europa, Ásia e África.
Além disso, foram anunciados voos diretos entre Salvador e o Chile durante a alta temporada, aumentando ainda mais as possibilidades de chegada de visitantes sul-americanos.
A Bahia também pretende utilizar como referência a experiência da Copa do Mundo masculina de 2014. Naquele ano, Salvador recebeu 825,1 mil turistas somente durante junho, período que concentrou a maior parte dos jogos na cidade.
O impacto financeiro também foi expressivo: o turismo movimentou aproximadamente R$ 1,2 bilhão em Salvador em junho de 2014. Para 2027, a expectativa é ampliar esse impacto e fazer com que os visitantes permaneçam por mais tempo no estado, conhecendo destinos além da capital.
A estratégia do governo estadual vai além dos dias de jogos. A ideia é utilizar a exposição internacional proporcionada pelo Mundial para fortalecer setores como hotelaria, gastronomia, transporte, comércio, cultura e entretenimento.
Um estudo contratado pela Embratur estima que a Copa do Mundo Feminina poderá movimentar cerca de R$ 8,8 bilhões na economia brasileira, com aproximadamente R$ 4,7 bilhões relacionados diretamente ao público que acompanhará a competição. A projeção considera a circulação de cerca de 2 milhões de pessoas e aponta potencial para sustentar 45,7 mil empregos.
Na Bahia, o objetivo é fazer com que parte desse movimento ultrapasse os limites de Salvador. Com investimentos em aeroportos e novas conexões aéreas, o estado busca transformar o Mundial em uma vitrine internacional para seus diferentes destinos turísticos.
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