Santoro detalha trabalho do Bahia na base e justifica investimento em Luiz Gustavo

Santoro detalha trabalho do Bahia na base e justifica investimento em Luiz Gustavo

Diretor de futebol detalhou contratação de Luiz Gustavo, falou sobre Dell e Caio Suassuna e explicou critérios para renovação e empréstimos de atletas.

Santoro detalha trabalho do Bahia na base e justifica investimento em Luiz Gustavo
Foto: Letícia Martins / Divulgação / EC Bahia

O diretor de futebol do Bahia, Cadu Santoro, detalhou neste sábado (12) a estratégia do clube para o desenvolvimento das categorias de base e a transição dos jovens para o elenco profissional. Durante entrevista coletiva no CT Evaristo de Macedo, o dirigente comentou a contratação do zagueiro Luiz Gustavo, a situação de atletas como Dell e Caio Suassuna e os critérios utilizados pelo Tricolor para definir o futuro dos jogadores formados no clube.

Ao falar sobre Luiz Gustavo, recém-contratado pelo Bahia, Cadu Santoro deixou claro que o defensor não foi adquirido pensando apenas em uma resposta imediata dentro da equipe profissional. Segundo o dirigente, o jogador chega para preencher uma necessidade identificada na geração sub-20 e ainda está em processo de formação.

“Assim como Kauê Furquim ou David Martins, o Luiz Gustavo foi um jogador que contratamos não pensando exclusivamente no presente. Se olhar as categorias de base do Bahia, na geração sub-20, hoje não tem nenhum zagueiro canhoto. O Luiz é um atleta com idade de sub-20 que chega com jogos no profissional, elogiado pelo Fernando Diniz, com boas referências que trabalharam com ele, mas um atleta ainda em final de formação”, explicou.

O diretor destacou que a expectativa criada em torno dos valores envolvidos em contratações de jovens pode gerar uma cobrança imediata, mas ressaltou que o trabalho do departamento de futebol também precisa estar voltado para o futuro.

“Eu sei que quando se especula o valor do atleta, se tem uma expectativa de que todos os atletas vão chegar, performar e entregar resultado. A minha função é pensar no presente e no futuro”, completou.

Outro tema abordado pelo dirigente foi a situação de Dell e Caio Suassuna, dois atacantes considerados promissores e que vivem momentos diferentes no processo de transição para o futebol profissional.

Cadu explicou que Dell, aos 18 anos, recebeu oportunidades no início do Campeonato Baiano, mas passou por uma oscilação considerada natural para um jogador em formação. Enquanto isso, Caio Suassuna ganhou espaço após se destacar pela Seleção Brasileira Sub-20.

“O Dell é um atleta de apenas 18 anos e que fez essa primeira parte do Campeonato Baiano, jogou alguns minutos, e depois, como qualquer jovem da idade, passou pela oscilação. No momento em que ele oscila, o Caio Suassuna se tornou o artilheiro da Seleção sub-20, passou a vir para o profissional e jogar”, afirmou.

O dirigente comemorou o fato de o Bahia contar com duas promessas para a mesma posição e reforçou que o clube pretende respeitar o tempo necessário para a evolução dos jogadores.

“Por sorte, temos dois jogadores da mesma posição, com idades similares e com futuros brilhantes. A nossa forma de trabalhar é de muita calma no desenvolvimento do atleta e não queimar etapas, porque a fase mais difícil para qualquer jogador é a transição da base para o profissional”, disse.

Cadu Santoro também explicou como o Bahia trabalha com jogadores que se aproximam do fim da idade de formação nas categorias de base. De acordo com o diretor, o clube busca evitar a manutenção de um número elevado de atletas que ultrapassem a idade sub-20 sem uma perspectiva concreta de integração ao futebol profissional.

Por outro lado, jogadores considerados com potencial para o futuro podem ter seus contratos renovados e, dependendo do planejamento, serem emprestados para ganhar experiência.

“Quando estoura uma idade, no caso de alguns atletas, o contrato termina junto com a idade de sub-20. A gente faz isso justamente para não termos risco alto de muitos atletas com idade de sub-20 estourada e com salários que você precisa continuar pagando para realocar”, explicou.

Segundo Santoro, a avaliação do potencial de cada atleta é fundamental para definir os próximos passos dentro do clube. “Os atletas que acreditarmos que têm o potencial de jogar no Bahia naturalmente renovaremos. Podem continuar aqui ou até ser emprestados para desenvolver”, acrescentou.

O dirigente ainda comentou especificamente as situações de Roger Gabriel e Sidney. No caso do primeiro, o Bahia pretende mantê-lo por mais tempo no processo de formação, já que o jogador ainda possui idade para atuar na categoria sub-20.

“Sidney e Roger Gabriel são dois casos diferentes. Pela idade, o Roger, apesar de ter sido muito promissor e ter pisado no profissional aos 16 anos, ele ainda tem mais um ano de sub-20. Então queremos manter ele no clube, caso ele tenha interesse e as condições sejam adequadas”, afirmou.

Já em relação a Sidney, Cadu destacou que a recente renovação de contrato demonstra a confiança do Bahia no jogador. O próximo passo será definir qual ambiente será mais favorável para sua evolução.

“No caso do Sidney, a maior prova de que acreditamos nele é que renovamos o contrato dele. Já conversamos com os empresários do Sidney para entender como continuaremos desenvolvendo o Sidney. Se será no Bahia ou fora”, detalhou.

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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