Everton Ribeiro está atravessando uma temporada diferente do que se tornou habitual em sua carreira. Aos 37 anos, o meia perdeu espaço no time titular do Bahia e caminha para encerrar 2026 com o menor número de partidas disputadas desde 2011, segundo levantamento do site ge.globo.
Até o momento, o camisa 10 participou de 25 dos 43 compromissos oficiais realizados pelo Tricolor na temporada. Restando dez partidas para o fim do calendário previsto, o jogador já não conseguirá alcançar os números registrados em todas as temporadas desde que chegou ao Coritiba, em 2011.
Naquele primeiro ano, Everton Ribeiro entrou em campo 22 vezes. Desde então, o meio-campista construiu uma sequência de temporadas com participação muito maior, incluindo quatro anos consecutivos com mais de 60 partidas.
A diferença em relação aos últimos anos é significativa. Em 2024, primeiro ano pelo Bahia, Everton participou de 61 jogos. Na temporada seguinte, foram 60. Antes disso, ainda pelo Flamengo, também acumulou números elevados de partidas.
A queda na quantidade de jogos está diretamente relacionada às dificuldades enfrentadas pelo jogador ao longo de 2026. Everton Ribeiro precisou lidar com uma lesão muscular na coxa direita e, posteriormente, com dores na região das costas.
O problema muscular o afastou de quatro partidas em março. Já as dores lombares fizeram o meia perder outros quatro compromissos em agosto, além de exigirem um período específico de tratamento e recuperação.
O camisa 10 também ficou fora de uma partida por suspensão na Libertadores. Outras oito ausências aconteceram por decisão da comissão técnica, todas durante o Campeonato Baiano. Em outro compromisso do Campeonato Brasileiro, o jogador chegou a ser relacionado, mas permaneceu no banco durante os 90 minutos.
Com isso, a participação de Everton Ribeiro nos jogos do Bahia caiu de maneira considerável. Em 2024, ele esteve presente em 88% das partidas da equipe. Em 2025, a participação foi de 75%. Já em 2026, até o momento, o índice está em 58%.
O calendário mais curto do Bahia também teve influência nos números. As eliminações antecipadas na Copa Libertadores e na Copa do Brasil reduziram a quantidade de partidas que o clube teria pela frente durante a temporada.
Além das questões físicas, Everton Ribeiro passou a ter uma nova realidade dentro do elenco tricolor. Titular praticamente incontestável em boa parte de sua passagem pelo clube, o meia atualmente aparece como opção no banco de reservas. Em 2026, ele começou oito partidas no banco e entrou durante os jogos. Em outro confronto, permaneceu como suplente durante todo o duelo.
A comissão técnica também passou a buscar alternativas para preservar fisicamente o jogador. Rogério Ceni chegou a utilizar Everton em uma função mais avançada, com menos responsabilidades defensivas e maior liberdade para participar das ações ofensivas.
A ideia do treinador é aproveitar a capacidade técnica do camisa 10 sem exigir dele o mesmo volume físico apresentado nos melhores momentos da carreira.
Após a vitória sobre o Remo, em setembro, Ceni voltou a destacar a importância do meia e afirmou que a recuperação física será fundamental para que ele volte a apresentar seu melhor futebol.
“Acho ele um garoto ainda. Tem muito para dar ao futebol brasileiro. Queremos ele com cada vez mais ritmo de jogo, é muito talentoso e tem espírito de garoto. Acho que as dores atrapalharam ele um pouco antes da Copa. Se a gente recuperar a parte física ele vai ser eternamente brilhante”, afirmou o treinador.
Apesar da temporada abaixo do padrão dos últimos anos em quantidade de jogos, Everton Ribeiro ainda terá uma sequência importante pela frente. O Bahia tem mais dez partidas garantidas após a Data Fifa, e o meio-campista poderá utilizar esse período para ampliar sua participação e recuperar ritmo antes do encerramento do calendário.
O futuro do jogador também segue em aberto. Everton Ribeiro está nos últimos meses de contrato com o Bahia, mas uma eventual renovação não está descartada. A relação construída com a diretoria e sua importância no elenco mantêm a possibilidade de permanência em discussão.
Por enquanto, porém, 2026 já representa uma exceção na trajetória recente do camisa 10. Desde 2011, poucas vezes Everton Ribeiro esteve tão pouco tempo em campo em uma temporada.
