O presidente do Esp0orte Clube Vitória, Fábio Mota, revelou que o clube vem enfrentando dificuldades financeiras em razão da crise envolvendo as casas de apostas no Brasil. Segundo o dirigente, o Rubro-Negro sofre um impacto de R$ 3 milhões por mês, o que obrigou a diretoria a reorganizar o planejamento financeiro para a temporada de 2026.
O Vitória tem a Bet 7K como patrocinadora máster, e a situação do mercado de apostas afetou as projeções financeiras do clube. De acordo com Fábio Mota, o planejamento inicial previa uma receita de R$ 45 milhões, mas a diretoria precisou rever as contas diante do cenário enfrentado.
“A crise das bets pegou o Vitória em cheio. O clube perde R$ 3 milhões por mês, o que é muito difícil. Vamos esperar o fim do Campeonato Brasileiro para ver o que vai acontecer. A gente tinha um planejamento de R$ 45 milhões e precisou se reorganizar sem esse dinheiro”, afirmou o presidente.
A declaração evidencia o impacto da situação sobre as finanças rubro-negras, que agora dependem de ajustes para lidar com a redução de receitas previstas no orçamento da temporada.
Fábio Mota explica dívida do Vitória com a Portuguesa
Além da questão envolvendo as casas de apostas, Fábio Mota comentou a pendência financeira entre Vitória e Portuguesa relacionada à negociação do atacante Renê.
Segundo o dirigente, o clube baiano deve cerca de R$ 2 milhões à equipe paulista pela contratação do jogador. Por outro lado, a Portuguesa também possui uma dívida com o Vitória, estimada em R$ 1 milhão, referente à negociação do meia Daniel Júnior.
O presidente afirmou que as duas equipes tentam chegar a um acordo para solucionar as pendências financeiras e contestou a possibilidade de Renê ser impedido de atuar por causa da dívida.
“O Vitória tem um crédito junto à Portuguesa. Eles devem cerca de R$ 1 milhão ao Vitória pela negociação de Daniel Júnior, enquanto o Vitória deve R$ 2 milhões. Estamos tentando chegar a um acordo nessa linha. Ninguém está pagando o Vitória, mas não tem como o Vitória deixar de pagar”, declarou.
