Vitória está entre os clubes chamados pelo STF para discutir a MP das Bets

Vitória está entre os clubes chamados pelo STF para discutir a MP das Bets

Ministro Luiz Fux, do STF, marcou encontro para o dia 3 de novembro, em Brasília.

Vitória está entre os clubes chamados pelo STF para discutir a MP das Bets
Foto: Alejandro Zambrana/STF

O Esporte Clube Vitória está entre os clubes convocados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para participar de uma audiência pública sobre a Medida Provisória (MP) 1.394/2026, conhecida como MP das Bets. O encontro foi marcado pelo ministro Luiz Fux para a próxima terça-feira (3), às 10h, na sede da Corte, em Brasília.

Ao todo, 26 instituições e entidades foram chamadas para contribuir com o debate, que vai abordar os impactos da medida provisória responsável por proibir a exploração de apostas esportivas de quota fixa no país e determinar o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor.

Além do Vitória, foram convocados Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Guarani e Portuguesa. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também participará da audiência.

Entenda a discussão sobre a MP das Bets

A audiência foi convocada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8.027, apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL). A entidade questiona a validade da medida provisória e solicita que o STF suspenda seus efeitos, além de reconhecer a constitucionalidade das leis que regulamentavam o setor.

O debate também contará com representantes do Governo Federal, incluindo a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Fazenda, além de associações ligadas ao mercado de apostas, entidades empresariais e representantes da sociedade civil.

Vitória pode ter prejuízo financeiro

A restrição às casas de apostas também tem consequências diretas para o planejamento financeiro dos clubes brasileiros. O Vitória, por exemplo, tinha contrato de patrocínio com a 7KBet, com validade até dezembro de 2027.

Anteriormente, o presidente rubro-negro, Fábio Mota, estimou que o clube poderia deixar de receber aproximadamente R$ 9 milhões até o fim de 2026 e ter um impacto financeiro de R$ 45 milhões em 2027, considerando também as receitas relacionadas à publicidade nos estádios.

O dirigente já havia defendido que o caminho para o setor seria a fiscalização e a criação de mecanismos de controle, em vez da proibição das atividades.

A audiência no STF será uma oportunidade para que os clubes apresentem seus argumentos sobre os efeitos da medida provisória no futebol brasileiro e no mercado esportivo.

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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