O técnico Felipe Freitas, do time feminino do Bahia, fez duras críticas à arbitragem após ser expulso no empate sem gols contra o Flamengo, nesta terça-feira (3), na Arena Fonte Nova, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil Feminina. Em entrevista coletiva depois da partida, o treinador questionou os critérios utilizados pela equipe de arbitragem e afirmou se sentir prejudicado.
Ao comentar o episódio, Felipe declarou que passou a compreender melhor as reclamações históricas dos torcedores tricolores em relação à arbitragem.
“Hoje, entendo o que o torcedor do Bahia sempre falou, de como é difícil ser torcedor do Bahia, porque, às vezes, você está jogando contra 11 e, de repente, tem mais influências externas. Isso fica bem difícil”, afirmou.
O treinador também explicou o motivo de sua expulsão. Segundo ele, a discussão começou após questionar a substituição de uma jogadora do Flamengo durante um atendimento médico. Na avaliação de Felipe, o procedimento não respeitou o protocolo estabelecido para esse tipo de situação.
O comandante relatou que procurou a quarta árbitra para esclarecer o ocorrido, mas garantiu que não utilizou palavras ofensivas. Mesmo assim, recebeu o primeiro cartão amarelo e, posteriormente, foi novamente advertido, deixando o campo com cartão vermelho.
Felipe também contestou a justificativa apresentada para sua expulsão. De acordo com o treinador, a árbitra Marianna Batalha teria dito à atleta Ju Oliveira que a decisão aconteceu porque ele estaria pulando enquanto conversava com a equipe de arbitragem. “Eu desafio vocês a encontrarem esse pulo”, declarou.
As reclamações de Felipe Freitas não ficaram restritas ao confronto contra o Flamengo. O técnico afirmou que já levou à Federação Bahiana de Futebol (FBF) questionamentos sobre comportamentos da arbitragem que, segundo ele, vêm se repetindo em diferentes partidas.
O comandante ainda mencionou que, das quatro expulsões que citou em sua trajetória, três tiveram a presença da mesma quarta árbitra, Jady Jesus Caldas, e da assistente Patrícia dos Reis do Nascimento.
Apesar das críticas, Felipe reforçou que não considera ter desrespeitado a árbitra Marianna Batalha e cobrou explicações sobre os motivos de sua retirada da partida. Ao finalizar, o treinador ampliou o debate para as condições do futebol feminino brasileiro. Ele defendeu melhorias na estrutura das competições, nos campos de treinamento e, principalmente, na atuação da arbitragem.
“Vamos olhar melhor para o futebol feminino. Vamos cobrar melhores condições em todos os aspectos: de campo, de treino e de arbitragem”, concluiu.
Com o empate por 0 a 0 na Fonte Nova, Bahia e Flamengo voltam a se enfrentar no jogo de volta da semifinal, no Rio de Janeiro. As Mulheres de Aço precisam de um triunfo para avançar à decisão no tempo regulamentar.


