Mais de 60 clubes brasileiros já se tornaram uma SAF (Sociedade Anônima de Futebol) e com o passar o tempo, até mesmo os clubes que já se posicionaram contra o modelo, deram o ‘braço a torcer’ e estão caminhando para se tornar um clube-empresa.
O empresário Guilherme Bellintani, que foi responsável pela negociação para a venda ao Bahia ao Grupo City, e atualmente conta com uma rede multi-clubes, ainda não trata o modelo como algo consolidado no futebol brasileiro, mas frisou que clubes estão se abrindo para o negócio.
“Acho que é muito cedo para dizer que já é uma realidade consolidada. Acho que é um processo de transformação como esse, pelo menos nos primeiros cinco anos, vamos ver muita coisa se ajustando. Erros sendo cometidos, acertos sendo repetidos. Acho que depois desses cinco anos é que vamos ver como o movimento se consolida para a gente dizer que supera uma primeira etapa de implantação das SAFs no Brasil”, disse o gestor.
“Clubes que antes diziam que não queriam SAF estão se abrindo e entendendo que precisam. Outros estão entendendo que, para enfrentar as SAFs, precisam se organizar. Então esse é um movimento muito interessante. Palmeiras e Flamengo, por exemplo, se anteciparam a isso e se organizaram antes”, completou.
Guilherme Bellintani, que foi presidente do Bahia de 2018 a 2022, também alerta que aderir ao modelo de SAF não significa fim dos problemas, mas vê a SAF como um projeto mais organizado.
“As SAFs também erram, é importante dizer isso. O investidor, às vezes, se engana ou está despreparado. É comum a gente ver SAFs que não deram certo porque o investidor não sabia o que queria. Em regra, o investidor sabe o que quer, mas ele também comete erros e se perde muitas vezes. (…) Essa ideia de achar que SAF é a salvação não existe. O que a gente tem é uma tendência de ter nas SAFs um projeto mais organizado”, ponderou Bellintani.

