Bahia bate em onça, galinha, gavião... Não é futebol, virou crime ambiental - por Erick Cerqueira




Bahia bate em onça, galinha, gavião… Não é futebol, virou crime ambiental – por Erick Cerqueira

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Bahia bate em onça, galinha, gavião… Não é futebol, virou crime ambiental – por Erick Cerqueira

Fala, Nação Tricolor! Vocês lembram da última vez que o Bahia estreou vencendo no Brasileirão jogando fora de casa? Aquele 2×0 em cima do Fluminense lá no Rio, lembra? Bem, eu nem era nascido em 1976. Mas a pegada agora é outra.

O Bahia foi a Santos jogar contra o Corinthians, que nunca havia mandado jogos lá. E como era uma espécie de campo neutro, o Tricolor começou dominando a bola. Era melhor que os paulistas, teve até falta cobrada por Juba. Até que veio o apagão.

Os 15 minutos de apagão

Foram 15 assustadores, onde os caras trocavam passe como se não houvesse marcação. E numa tabela de videogame com Garro, Memphis, Garro, Bidon (com Yuri Alberto ali do lado também) saiu o gol dos caras: 1×0. Mas peraí… não ia ser o time reserva do Corinthians? Fui tapeado.

O gol deixou o Bahia meio desorientado, entregando contra-ataques bobos. Garro cortou pro meio, lançou Memphis, que deu uma enfiada pra Garro na entrada da área, que deixou passar pro Yuri Alberto. Ronaldo tirou com os olhos. O camisa 9 ainda faria o gol, mas estava impedido. E… fim do apagão.

Post Tenebras Lux

Os mandantes tiveram chances e desperdiçaram. Aí foi a vez de mostrar como se joga. Juba, o melhor lateral esquerdo do país, vem pelo meio e cruza pra Gilberto. A vantagem de um elenco que se conhece aparece: ele rola com perfeição pra Jean Lucas na entrada da área, que chuta por cima do goleiro. Um golaço do nosso selecionável, em plena casa do Rei Pelé. 1×1.

Virada histórica

Everton Ribeiro lança pra Ademir, que dispara, corta e vira o jogo pro outro ponta. Pulga corta pro meio, não vê a ultrapassagem de Juba livre pela esquerda, tenta o chute no ângulo… e ela vai pra fora.

E aí veio a jogada da partida. Willian José lança pro meio e puxa o contra-ataque. Everton Ribeiro — que privilégio é ver esse homem com a camisa do Bahia — de peito serve Ademir. Que de cabeça tira Gustavo Henrique pra nada, dispara, corta o outro zagueiro e chuta. O goleiro solta, a zaga bate cabeça, Ademir insiste e é premiado com o pênalti. Genialidade e raça.

Frieza de artilheiro

Quando Willian José foi pra bola, um narrador corintiano de YouTube disse: “ele tá tremendo de nervoso, tá todo cagado”. Véi… o terceiro atacante com mais participações em gols no Brasileirão 2025 bateu com tanta perfeição, na costura da rede, que o goleiro dos caras nem apareceu na foto. Bahia 2×1.

VIRA O LADO (e nem precisava).

Aí foi a hora do Bahia fazer o não-jogo: garantir o resultado, fechar a casinha. Nada disso. Isso era o Bahia associação, amigo. Ceni meteu foi os meninos pra correr, segurar o ímpeto e o desespero deles com contra-ataques.

Deu certo? Até o Bahia perder Michel Araujo, sim. Depois foi aquele final de “ACABA PELO AMOR DE DEUS!”, mas serviu pra mostrar que a gente tem goleiro também. Ronaldo fez duas defesas absurdas. A do chute de Memphis, à queima-roupa, foi coisa de cinema.

BORA BAÊA MINHA PORRA!

Venceu o melhor. Como é bom ver o Bahia jogar — e brocar pela sexta vez consecutiva em 2026. E ainda tem torcedor de oposição que faz um esforço danado pra não gostar. Parece esses redpill falando de mulher. Vamos comemorar, meu povo! Ser feliz é melhor do que ter razão (ainda mais quando não se tem).

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Autor(a)

Erick Cerqueira

Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Pós graduado em Gestão Esportiva e Publicitário. Twitter: @ericksc_



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