Teimosia ou convicção? Depende do final... - por Erick Cerqueira




Teimosia ou convicção? Depende do final… – por Erick Cerqueira

A trajetória de um técnico contestado que virou ídolo!

Teimosia ou convicção? Depende do final… – por Erick Cerqueira

Fala, Nação! Imagine assumir o cargo de treinador depois de um trabalho questionado. Uma responsabilidade cercada por milhões de cobranças, carregando o peso de uma situação que sequer foi construída por você. Pagar pelos erros dos outros em forma de desconfiança sobre o seu próprio trabalho. Não deve ser fácil.

Venceu a insistência em um modelo de jogo. Contrariando previsões, críticas e a impaciência de quem queria soluções imediatas. Venceu a convicção do treinador. A coragem de manter sua ideia mesmo quando parecia mais fácil abandoná-la.

Posse como forma de defender. Ter a bola como escudo.

Quanto mais tempo ela permanece nos pés da equipe, menos oportunidades existem para o adversário. O toque paciente, quase obsessivo. Circular, atrair, encontrar o espaço. Finalizar apenas quando a jogada realmente amadurece, reduzindo ao máximo o risco de um contra-ataque.

Defender em um 1-4-3-3. Atacar em um desenho completamente diferente.

Um lateral fecha como terceiro zagueiro. O outro ganha profundidade. O volante se aproxima da saída de bola. Os meias ocupam os corredores internos. Os pontas dão amplitude. O centroavante flutua, participa da construção e associa o jogo, dando mais liberdade aos pontas.

A equipe muda de forma sem trocar de jogadores.

Pressão pós-perda.

Perdeu a bola? O primeiro pensamento não é correr para trás. É recuperá-la imediatamente.

Construção por dentro. Triangulações. Poucos cruzamentos. Paciência para encontrar o passe que rompe a linha adversária.

Enquanto isso, a cobrança de sempre. A pressão por resultados imediatos. Os questionamentos sobre as escolhas do treinador, suas convocações e uma ideia de jogo que precisava de tempo para amadurecer.

No futebol, às vezes, a diferença entre teimosia e convicção é apenas o resultado do momento.

Imagina como deve ser difícil implementar uma filosofia de jogo em apenas três anos?

Quantos treinadores resistiriam a três verões ouvindo que precisavam abandonar suas ideias?

Mudar a forma de jogar, suportar críticas, lutar pelas próprias convicções e fazer tudo isso em busca do objetivo maior: os triunfos.

Três títulos em três anos.

O futebol e seus caminhos tortos, que tantas vezes nos ensinam que o tempo é o maior aliado de quem acredita no que faz.

 

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Autor(a)

Erick Cerqueira

Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Pós graduado em Gestão Esportiva e Publicitário. Twitter: @ericksc_



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