O mercado de apostas foi regulamentado pelo governo brasileiro em 2025. No entanto, ele já vinha sendo explorado desde 2019, com apostas online permitidas sem uma legislação específica.
Com a regulamentação, o governo passou a fiscalizar, controlar e arrecadar impostos do setor. Inclusive, com mais apostadores, a segurança oferecida por plataformas como a Betfair é essencial. Saiba quando apostar e quando parar.
O crescimento das apostas no Brasil gerou preocupações econômicas e sociais. Em 2024, o setor de varejo sofreu prejuízos significativos, além do aumento de casos de vício e endividamento da população.
Estudo mostra prejuízo ao varejo, dívidas e vício decorrente de apostas
O estudo “Panorama das Bets”, conduzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revelou que o varejo brasileiro deixou de faturar R$ 103 bilhões em 2024. O prejuízo foi atribuído ao redirecionamento de recursos familiares para as casas de apostas.
O levantamento, com base em dados do Banco Central, apontou que os brasileiros destinaram cerca de R$ 240 bilhões às apostas em 2024, incluindo apostas em esportes como futebol e jogos de azar. Esses números reforçam as preocupações com endividamento e vício.
A CNC destacou que os cassinos online são a principal preocupação, recebendo um grande volume de apostas, especialmente no “Jogo do Tigrinho”. Estima-se que 80% dos pagamentos nas plataformas de apostas estejam concentrados nesses cassinos.
O estudo também apontou que, antes da regulamentação, a ausência de controle facilitava a lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas, prejudicando a economia formal.
O desvio de recursos para cassinos online afetou diretamente setores produtivos como o varejo. Além disso, revelou que cerca de 1,8 milhão de brasileiros ficaram inadimplentes em 2024 devido às apostas, muitos deles pertencentes a grupos de menor renda.
Em relação ao vício, o Hospital Espírita André Luiz, que é referência no tratamento ao sofrimento mental e à dependência química em Belo Horizonte, registrou um aumento de 300% nos atendimentos em decorrência dos jogos, a ludopatia. A maioria dos casos envolve o Jogo do Tigrinho, seguido pelas apostas em futebol.
Governo busca ações em meio a regulamentação
O Governo Federal busca ações para amenizar os riscos à saúde mental, além de, claro, trazer mais segurança e proteção aos apostadores. A regulamentação já é uma das ações, afinal, o estudo foi feito em um período que o país não tinha as suas leis.
Vale destacar que mesmo sem a regulamentação os apostadores usufruam normalmente dos jogos, então a legalização não é tratada como um motivo para se preocupar, mas sim como uma forma de contribuir no monitoramento, identificando e buscando resolver problemas.
Agora, a fiscalização aumentou e as empresas regularizadas também contribuem com o foco no jogo responsável, com medidas que visam ajudar os apostadores a não chegarem ao vício, ou encaminhar para tratamento em casos mais severos.
Outro ponto foi a criação de um Grupo de Trabalho focado em planos de ação para ajudar no início da regulamentação do país. A tendência é que nos próximos meses novas regras sejam impostas.
Entre as medidas já implementadas estão o veto ao uso de cartões de crédito, para evitar o acúmulo de dívidas, e a verificação facial, que garante que o titular da conta seja o responsável pelas operações.

