O Esporte Clube Bahia perdeu para o Vasco, por 3 a 1, na noite desta quarta-feira, no Estádio de São Januário, em duelo atrasado da 16ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Sanabria abriu o placar para o Esquadrão, mas Jean Lucas foi expulso, e o Cruzmaltino buscou a virada com gols de Coutinho, Puma Rodríguez e Luciano Juba (contra). Na entrevista pós-jogo, o técnico Rogério Ceni detonou a arbitragem e principalmente o VAR.
“O que deixa a gente um pouco confuso são os critérios. No lance do Jean, não sei se pega, não é uma cotovelada, ele gira o corpo. E no lance do Juba, com um minuto e meio, que o volante deles vai com a mão na cara de Juba? E no lance de David, pré-escanteio, que o Gilberto está atrás dele, ele vira e dá uma mãozada? Se o Gilberto fosse dez centímetros mais baixo e pegasse no rosto, seria expulsão. Como foi no ombro… A gente já conhece a pressão que é feita na saída da arbitragem. Critérios distintos. Como chama o VAR no lance do Jean e do Sanabria e não chama no do Juba e do Gilberto?”, disse.
“Não tem absolutamente nada no do Sanabria. E não chama no lance do Gilberto, em que o David agride ele. Não conseguimos suportar melhor aqueles dez minutos que faltavam no primeiro tempo, para tentar ajeitar o time para o segundo tempo. O Gabriel dá uma escorregada, Gilberto poderia estar fechando um pouco, Coutinho entra e faz o gol. O lance é definido nesses detalhes. Nos lances contra nós, o VAR chama até quando não tem necessidade de chamar. E nos lances que poderiam ter tido o mesmo critério da expulsão do Jean Lucas não chamam”.
“O cara lá em cima não é condicionado? Não vou nem falar tanto no árbitro, mas o cara lá em cima dá o direcionamento que ele quer no jogo. O lance do jogo do Grêmio, o pênalti que foi dado é impressionante. Não tem critério, padrão. E aí você define o jogo. Um jogo importante definido por um cara no ar-condicionado do VAR, que chama no lance que ele quer, determina uma expulsão que muda tudo”.
“Um jogo importante definido por um cara no ar-condicionado do VAR, que chama no lance que ele quer, determina uma expulsão que muda tudo. Jogar 60 minutos com um a menos aqui, e com o VAR totalmente favorável ao time da casa. As nossas são chamadas, as deles não são”.
Ceni falou sobre os confrontos contra Fernando Diniz. “Tivemos embates de Copa do Brasil, ele tem vantagem de vitórias, mas eu também devo ter contra outro treinador. Isso é mais sobre o time, do momento, no caso de hoje vencíamos o jogo até o cartão vermelho. O Rezende e o Nico são jogadores parecidos. Nenhum dos dois é um Caio Alexandre, mas dão muito mais força de marcação. Nico vinha jogando seguidamente e demonstrou cansaço, além da bola aérea. Encontramos dificuldade, fora de casa encontramos mais. Tentamos, dentro de um momento que eles têm confiança para sair jogando. Tentamos também jogar a bola para frente e brigar pela segunda bola. Rezende e Nico têm muita proximidade de estilo de jogo”.

