Em entrevista ao canal Danillo Talks, no Youtube, o ex-volante Diones lembrou do gol heroico que tirou o Bahia da fila de 11 anos no Campeonato Baiano. Na edição de 2012, o Esquadrão enfrentou o arquirrival Vitória na final, e após empate sem gols no Barradão, foi para o jogo de volta, em Pituaçu, precisando de um empate, já que tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais.
No dia 13 de maio daquele ano, o Tricolor chegou a ficar duas vezes atrás do placar, mas conseguiu um empate em 3 x 3, ficando com o título. O Leão abriu o placar com Neto Baiano logo aos 4 minutos de bola rolando, mas aos 8 o Bahia empatou com Fahel. Gabriel virou. No segundo tempo, o Rubro-Negro voltou a frente no placar com gols de Dinei e Neto Baiano. Porém, o volante Diones marcou o gol que decretou o título da equipe comandada por Paulo Roberto Falcão.
Diones revelou que desobedeceu uma orientação do técnico Paulo Roberto de Falcão, que pediu para ele ficar atrás marcando. Porém, no lance da falta, ele pediu para Lulinha ficar na contenção e foi para a área. Rafael Donato desviou de cabeça, o goleiro Douglas deu rebote e Diones apareceu para fazer o gol do título.
“Aquele gol não era nem para eu estar naquele local ali, eu desobedeci uma orientação do treinador. Nós jogávamos pelo empate, e o terceiro gol do Vitória foi eu que fiz o pênalti, pênalti meio duvidoso, mas foi que o juiz marcou e eles viraram o jogo para 3 a 2, e aí já com uns 26 minutos, naquele lance era para eu estar lá atrás, marcando lá atrás. O Lulinha estava no jogo, pequenininho, baixinho, eu vi o Lulinha indo para a área, eu disse, eu sou maior do que o Lulinha, isso aqui está errado, eu chamei o Lulinha, pedi para o Lulinha voltar para trás, ele aceitou e eu fui”, iniciou.
“Foi uma falta lateral, o Gabriel bateu a falta, eu consegui raspar ela de cabeça, mas a raspada que eu dei foi tão sutil que não mudou a trajetória dela. O Rafael Donato cabeceou, o goleiro deles, o Douglas, bateu e eu praticamente sem ângulo. Às vezes eu não sei como eu consigo pegar aquela bola passou ali entre o goleiro e a trave. Sensação única. Eu nem acreditei, porque quando eu fiz o gol, eu pulei a placa de publicidade e fui comemorar com a nossa torcida. E aí eu olhei para trás e não vi nenhum dos meus colegas vindo comemorar. Eu olhei, o bandeira estava lá no meio, todo mundo indo para o meio e ninguém vai vir comemorar. Mas aí eu comemorei com o principal, que era a torcida do Bahia, que eu vi todo mundo vibrando ali. Foi uma imagem marcante para mim”.

